Economia

OPINIÃO: Para onde vão os caminhoneiros?

Decidir aonde se quer chegar é importante em qualquer situação para que se possa alcançar seus objetivos. É assim quando optamos por algo simples, como fazer uma dieta para reduzir o peso. Ou quando decidimos obter algo mais significativo, como comprar uma casa, viajar pelo mundo. No entanto, quando o assunto tem relação com o coletivo, a união e a definição de um objetivo comum é imprescindível. Caso contrário, a luta perde a força, assim como a paralisação dos caminhoneiros que no fim da tarde de segunda-feira, 9.

Sempre defendi causas legítimas e não tiro a razão dos condutores em querer reclamar o acordo feito em fevereiro, quando todos sofremos com a paralisação dos caminhoneiros. Mas a questão é que agora a manifestação se originou de um jeito disforme. E arrisco dizer que me soa até um pouco com tom de golpe.

Ao mesmo tempo que os nossos amigos do volante pedem a renúncia de Dilma Rousseff, eles pedem soluções do governo. Será que eles realmente entendem o que estão pedindo? Uma crise política que se agravará com a destituição de um governo não deve trazer as soluções que eles e boa parte da população brasileira esperam.

Quando a Polícia Rodoviária Federal ofereceu escolta aos caminhoneiros que não concordavam com a greve e pretendiam seguir seu trajeto, a paralisação em Soledade esvaziou. Por quê? Porque faltou direcionamento. Não há um rumo a ser seguido.

Por mais que a categoria se una pela renúncia da presidenta, não há um raciocínio lógico em desestabilizar um país para resolver seus problemas. Inclusive, muitos motoristas se mostraram conscientes dos problemas atuais. Eles sentem na pele todos os reajustes, é na carga deles que viaja o desenvolvimento e a economia deste Brasil.

Agora, pedir a redução do óleo diesel e uma tabela de preço mínimo para frete é uma pauta justa e digna de uma mobilização. Afinal, as consequências desses problemas transformam a sociedade, gerando aumento em passagens, alimentos, contas etc. E nem é preciso calcular muito para entender que uma tabela alta de frete beneficia o empresário, aquele que está longe da boleia.

Com esse impasse na greve, a pergunta que fica é: para onde vão os caminhoneiros?

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