Esporte

OPINIÃO: O esporte pode te salvar do sedentarismo

A falta de exercícios pode atingir também quem tem um estilo de vida agitado pelo trabalho

Aconteceu comigo: trabalho intenso, regime de escala, em média 50 horas por semana nos últimos cinco anos. Também pode incluir aí a faculdade de segunda a sexta e um projeto pessoal que toma meus finais de semana, feriados e qualquer horário livre.

Resultado: consegui um problema na coluna que só imaginava ter lá pelos 40 ou 50 anos, um problema degenerativo, mais comum para quem está na terceira idade – embora eu tenha conquistado o feito aos 26 anos. Sabe como? Sedentarismo. A desculpa: falta de tempo para praticar exercícios e esportes.

Segundo dados do IBGE relativos a 2013, quase metade dos adultos no Brasil é sedentária. Entre esse montante, 69,9% dizem que não se exercitam por falta de tempo.

Outro fato que a pesquisa apontou é no mínimo curioso. Sabe como a maioria das pessoas sedentárias diz que passa o tempo? Olhando televisão. Opa! Mas aí não dá “tempo” pra jogar aquela bola, dar aquela corrida, jogar vôlei.

Não parece que falta tempo aí, mas sim, vontade de praticar um esporte ou colocar o corpo em movimento. Agora, se você já acessou o site da Beta Esportes, percebeu que esportes não faltam para começar a praticar a partir de hoje mesmo.

 

Worklovers, Workaholics, Olhadores de televisão = Sedentários

Agora vamos falar da categoria de sedentários na qual me incluo, e muito provavelmente você também: os sedentários trabalhadores. É, se você não pratica exercícios nem esportes e acha que o trabalho do dia a dia “agita” o seu corpo, pode estar cometendo um grave engano e que pode te trazer problemas irreversíveis.

A gente vive um estilo de vida corrida, e eu ainda estou sentido na pele, ou mais especificamente na coluna, os problemas disso tudo. Para quem é jovem e gosta do que faz, o trabalho parece o foco, e quanto mais você faz, melhor o faz. Porém, nessa rotina diária, esquecemos que nosso corpo se desgasta, e todos os dias está um dia mais velho. Resultado, os problemas vão aparecendo, mas a gente ignora, porque “é só uma dorzinha aqui e ali, não é nada”. Deixa de procurar um médico pois no dia seguinte o problema passou. Fiz exatamente isso, agora já estou há quase três meses com problemas. E, curiosamente, eu não posso praticar o esporte que mais gosto, corrida, nem a atividade física que mais me satisfaz: a musculação.

É comum achar que sedentarismo tem relação com não trabalhar e ficar em casa o dia todo comendo e vendo TV. Em parte isso é uma grande verdade, mas o famoso trabalhador de escritório é um alvo fácil do sedentarismo. Envolto em uma rotina sentado, em frente a uma máquina, ele opta pelo transporte mais confortável. Quando chega em casa, procura uma forma de aliviar o estresse do trabalho, e qual a opção mais confortável? Puxar a poltrona e acessar a Netflix.

Sedentarismo

Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, “o sedentarismo é definido como a falta ou a grande diminuição da atividade física. O conceito não é associado necessariamente à falta de uma atividade esportiva. Do ponto de vista da Medicina Moderna, o sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades ocupacionais. Para deixar de fazer parte do grupo dos sedentários o indivíduo precisa gastar no mínimo 2.200 calorias por semana em atividades físicas”.

Então, você aí, sentado na sua cadeira, no sofá, na cama ou até em pé na fila do bufê, vendo esta matéria pelo celular, só a atividade física vai te tirar o status de sedentário.

 

Longevidade x Sedentarismo

A revista científica Lancet publicou uma matéria no ano passado explicando que, apesar de todos os avanços da ciência, da medicina e da tecnologia, a qualidade de vida do ser humano continua baixa. Segundo a matéria, foi feito um estudo, com duração de 23 anos, em 188 países, revelando que enquanto a expectativa de vida aumentou seis anos desde 1990, a saúde e a qualidade de vida estão em declínio.

Conforme o estudo, a maioria das pessoas que vive nos países com as maiores expectativas de vida está passando esses anos adicionais doente ou hospitalizada. De acordo com os autores, as principais causas que contribuem com o maior grau de perda de saúde são doenças cardiovasculares, infecções respiratórias e problemas psiquiátricos, como depressão. Segundo eles, todas poderiam ser prevenidas com a adoção de um estilo de vida mais saudável.

Resumindo, de que adianta viver mais se a perspectiva sedentária é em cima de uma cama, com dor e sofrimento?

 

Alimentação

É claro que não adianta nada manter seu corpo ativo se você não prestar atenção ao que come. Porque sedentarismo também envolve a alimentação, ou você acha que jogador de futebol vive em boteco, bebendo cerveja e comendo churrasco? Já viu o Michael Phelps sair da piscina e tirar um hambúrguer da mochila?

Eu sei, isso é um absurdo, e você não é um atleta profissional. Mas a prática esportiva demanda de você um corpo bem nutrido. Porque só assim todas as engrenagens vão trabalhar bem e você vai ter mais saúde.

Agora, não espere que a lanchonete da esquina te ofereça uma alimentação saudável, porque no nosso mundo industrializado isso definitivamente não acontece. Comidas nutritivas estragam mais rápido e às vezes precisam de mais preparo. Assim, acabam tendo mais custo, e é esse custo que a cadeia alimentícia não quer. Ou você acha que a bolachinha recheada de R$ 2 é baratinha porque faz bem pra saúde? E o cachorro-quente de R$ 6? Alimenta igual a um almoço, mas saúde que é bom…

Se você quiser se informar mais sobre alimentação saudável, primeiro reserve um tempo do dia de hoje ou de amanhã para praticar um esporte ou uma atividade física. Então, depois que terminar, quando chegar em casa, relaxe em frente ao sofá e acesse a Netflix para ver os seguintes documentários:

 

FORKS OVER KNIVES (tradução livre: Troque a faca pelo garfo)

 

FOOD CHOICES (tradução livre: Escolhas alimentares)

 

COWSPIRACY (tradução livre: A Conspiração da Vaca)

 

Conclusão:

Se você ainda acha que não tem tempo para se alimentar direito e muito menos para largar o sedentarismo, provavelmente vai seguir sua rotina, trabalhando muito, comendo mal, deixando tudo para depois. Mas quando chegar aos 40 ou 50 anos, espero que não tenha que incluir nessa rotina a visita obrigatória ao cardiologista ou a qualquer outro médico relacionado a doenças oriundas do sedentarismo.

Reflita.

A MUDANÇA PRECISA VIR DE DENTRO DE VOCÊ.

 

Mestre Yoda - Foto: Reprodução Estúdio Lucas Film

Mestre Yoda. Foto: Reprodução, LucasFilm

 

 

 

 

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