Política

OPINIÃO: Mulheres são protagonistas na disputa pela prefeitura da capital

Na última quinta-feira, 1º de setembro, membros do PSDB estiveram reunidos em Porto Alegre para definir os rumos do partido nas próximas eleições da capital gaúcha. Diante do cenário de crise nas finanças públicas, os tucanos lançaram a pré-candidatura da ex-governadora Yeda Crusius à prefeitura.

Caso Yeda entre na disputa, ocorrerá algo notável em nossa política regional: teremos um número considerável de mulheres concorrendo ao cargo. A deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB), a ex-candidata à presidência Luciana Genro (PSOL) e a deputada federal Maria do Rosário (PT) também deverão entrar na briga.

Um ponto relevante neste cenário é que, segundo o mais recente levantamento do Instituto Paraná de Pesquisas sobre as intenções de voto na capital (feito em abril deste ano), Manuela e Luciana já aparecem ocupando, respectivamente, a primeira e a segunda opção de voto dos eleitores.

Manuela concentra 19,24% das intenções, enquanto Luciana tem 11,4%. Maria do Rosário aparece empatada com o candidato Viera Cunha (PDT) no terceiro lugar. Ou seja: a presença feminina na política gaúcha não será banal, muito pelo contrário. Será extremamente significativa.

O cenário político que começa a se estruturar para as próximas eleições da capital não é importante apenas pela legitimidade e participação da mulher na política. É necessário que olhemos para ele com mais atenção. Não seria um reflexo de uma urgente necessidade de mudança?

Acredito que, independentemente de gênero, um candidato deve concorrer ao cargo para representar os princípios e valores nos quais acredita. O que não pode ser admitido é o preconceito em relação às mulheres ocupando cargos políticos. E há que se considerar que, como em qualquer outra situação, quando há um desequilíbrio extremo, algo pode estar errado.

No Brasil, a presença feminina no poder público não é pequena, é minúscula. No ranking mundial da União Interparlamentar (IPU), o Brasil perde para Iraque, Afeganistão e Moçambique em relação ao número de mulheres nos parlamentos.

Aqui, elas representam apenas 8,6% das figuras políticas. Em Moçambique, a participação feminina chega a quase 40%. Em contraponto, as mulheres representam 51% da população brasileira. Ou seja: a diferença ainda é muito grande.

A contribuição feminina no cenário político ainda tem muito a evoluir. Mas já começa a dar seus primeiros passos. A cidade de Porto Alegre é exemplo disso.

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