Economia

OPINIÃO: Adeus às urnas?

Uma semana depois de o Senado Federal ter definido que as urnas eletrônicas passarão a imprimir o voto, foi publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 30, um corte de gastos que faz com que o voto seja manual nas eleições municipais de 2016. A portaria foi assinada por Supremo Tribunal Federal, Tribunal Superior Eleitoral, Tribunal Superior do Trabalho, Superior Tribunal Militar, Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e Superior Tribunal de Justiça. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, mais de R$ 428 milhões deixarão de ser repassados à Justiça Eleitoral, o que afetou o processo de aquisição e manutenção das urnas.

Utilizada em todos os municípios desde 2000, a urna eletrônica tornou-se símbolo das eleições. A notícia foi amplamente repercutida nos principais sites do país, já que essa será a primeira vez em 15 anos que a votação do mês de outubro será por meio de cédulas de papel. A hashtag #VotoNoPapel tomou conta do Twitter e dividiu opiniões. Muitos afirmam que agora as eleições serão seguras porque não há risco de programarem as máquinas. Por outro lado, outros argumentam que a confirmação no papel corre mais risco de ser fraudada.

Em tempos de crise política, o furor causado pela informação era iminente. A reverberação altamente polarizada é só mais um caso da dicotomia que tem se alastrado por todo o país. Bem contra mal, esquerda contra direita, voto de papel contra voto eletrônico. Ainda que essa dualidade tenha se perpetuado, há uma questão mais importante até lá. Até o próximo mês de outubro, difícil não será pensar na logística desse retrocesso tecnológico, mas sim ensinar as pessoas a usar papel e caneta novamente.

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