Economia

OMBUDSMAN: O eixo empreendedorismo é um grande desafio

Contar a história do negócio de outras pessoas é muito mais provocante do que pode parecer

Bárbara Bengua, Diovana Dorneles, Lucas Schardong e Jéssica Martins

Foto: Flickr

Foto: Flickr

Ao longo do primeiro semestre de 2017, na disciplina de Beta Economia, enfrentamos vários desafios. Desenvolvemos muitas matérias e tivemos altos e baixos. Inclusive, houve mudanças tanto no grupo, como papel dos alunos entre o Grau A e Grau B.

Tanto foi que, apenas na segunda metade do semestre, formamos o time que temos hoje. Portanto, agora – neste momento em que precisamos olhar criticamente para o nosso desempenho – iremos focar nas produções feitas durante este tempo em que estivemos juntos. E, especialmente, no eixo empreendedorismo, que foi o pano de fundo deste período.

Mas o que é empreender? O que é fazer diferente? Como inovar? Estas foram algumas das perguntas que nos propomos a responder, enquanto produzíamos os conteúdos.

É importante ressaltar que nada foi fácil. Tivemos que “pensar fora da caixa” desde a construção da ideia de pauta, até na hora da entrevista e, claro, no momento em que tínhamos que montar o texto. Isso sem falar na parte de edição, que sempre focou em trazer a melhor versão dos materiais apurados.

Porém, graças a todos esses estímulos, fomos capazes de crescer – tanto pessoal, como profissionalmente. Conseguimos amadurecer porque conhecemos novas histórias e porque fomos provocados a ir além daquilo que estávamos acostumados.

Saímos desta disciplina com certeza com uma visão diferente daquela que entramos.

“O papel de editor é muito mais do que apenas revisar textos e fazer correções. Aqui na Beta Economia, tive a oportunidade de contribuir com histórias interessantes – que mereciam ser contadas, além de auxiliar em todo o processo da construção dos conteúdos. Também fui desafiada a defender a pauta dos meus ‘repórteres’ e, quando acreditava que eram cases que renderiam boas matérias, não hesitei em lutar por elas. O resultado foi, em sua maioria, positivo. Além disso, depois de publicá-las no portal, tinha mais uma provocação pela frente: divulgar aquela notícia para o maior número de pessoas possível. Tentei, ao longo do Grau B, desenvolver cards criativos para o Facebook, que incentivassem a leitura. Ainda, aproveitei, muitas vezes, para marcar os entrevistados e/ou empresas citadas, para que o link se espalhasse pela rede social. Por fim, acredito que essa editoria serviu para mostrar um outro lado – o fato de não são apenas números que fazem parte de Economia”Bárbara Bengua

“A Beta Economia foi a última disciplina que cursei antes da formatura. E não deixei ela para o final por acaso. Economia é, sim, o “bicho papão” de todo jornalista. Afinal de contas, somos de humanas e não de exatas, nosso forte são as palavras e não os números. O grande segredo, na verdade, é aprender que os números não são os vilões. Muito pelo contrário: eles podem esconder grandes histórias. Incrível, não?! Mas a economia vai além dos números e, um dos caminhos que mais aprendi a gostar, foi o do empreendedorismo. Histórias inspiradoras de pessoas comuns que resolveram correr atrás do sonho de serem seus próprios patrões. Na Beta Economia, pude contar alguns casos assim e me lembro do orgulho que eu senti ao entrevistar esses cases. Gente que se reinventa, que corre atrás do que quer. Olhando para tudo isso, posso dizer aprendi muito dentro da Beta Economia, seja com o conteúdo que produzimos, com os números que trabalhamos ou com as histórias que contamos”Diovana Dorneles

“Acredito que a minha maior dificuldade para focar no eixo empreendedorismo da editoria de Economia da Beta Redação foi encontrar pautas que pudessem se destacar e que, a partir disso, se tornassem matérias. Existem diversas histórias sobre empreendedores espalhadas por aí, mas buscar aquelas que têm seus diferenciais e se destacam a partir disso é um trabalho muito maior e mais complicado do que parece. Ao procurar sugestões para apresentar, tentei focar não só naquelas pessoas que buscam a tão sonhada “independência financeira”, mas que, por meio do empreendedorismo, encontraram a forma de trabalhar com o que mais amam – e tentam conciliar isso com as suas vidas. Uma das partes interessantes sobre contar esse tipo de história é que o repórter acaba torcendo para que o futuro do negócio dê certo, pois o envolvimento das pessoas que o fazem é tão grande que chega a ser contagiante. Outro problema também é fazer os cortes na matéria, algo sempre enfrentado nos textos. Mas como as histórias se desenrolam tão bem, acredito que é mais complicado separar as “melhores partes” e fazer com que o texto não fica extremamente grande e maçante. Nesse período, conheci a história de dois empreendimentos que surgiram a partir do amor de suas criadoras pelo trabalho. Uma delas foi através do coletivo de fotografia Florescer, criado por duas irmãs que sempre foram apaixonadas pela realização de fotos. Também contei a história de três amigas, que se uniram para criar um estúdio de pole dance, algo que elas conheceram praticamente juntas e o amor por aquilo despertou a vontade de abrir o próprio negócio. Apesar desse foco ter sido mais trabalhado na segunda parte do semestre, também escrevi sobre um empreendimento de economia solidária, que foi extremamente gratificante, pois conheci um trabalho criado para a geração de renda, com foco na reciclagem e preservação do meio ambienteLucas Schardong

“Acredito que o maior desafio desta Beta foi entender como entrar nesse terreno chamado empreendedorismo. Ao empreender, se inicia algo novo ou se tenta aprimorar um serviço já oferecido no mercado – e, a partir de então, nascem novas ideias. Na busca por cases, senti muito receio das possíveis fontes em abrir suas áreas de trabalho – afinal, muitas não querem falar em fracassos, ou contar como é o planejamento da empresa. Em contrapartida, é preciso que o repórter conheça minimamente o assunto para poder abordar os aspectos mais relevantes na hora da entrevista. Na abordagem de negócios, é preciso saber o que difere uma empresa da outra e porque aquela história deve ser contada. Dentro dessa temática, abordei na última entrega do semestre a Agência Fronteira como case. Criada por um casal de jornalistas, a iniciativa trabalha com criação e edição de conteúdo multimídia. A grande sacada dessa pauta foi falar do jornalismo, além da assessoria e da redação, mas como conteúdo personalizado para diferentes contratantes. O diferencial dessa agência é a relação de confiança estabelecida com os clientes, pois eles sabem que podem centralizar suas necessidades comunicacionais em um mesmo lugar”Jéssica Martins

 

Lida 419 vezes

Comentários

Um comentário sobre “OMBUDSMAN: O eixo empreendedorismo é um grande desafio”

  1. Marlise Brenol disse:

    Turma, parabéns! Acompanhei o esforço do grupo para conciliar interesses e perfis diferentes refletido nas dificuldades de encontrar as pautas. Acredito que o time tenha superado os percalços individuais para efetuar as entregas e fico contente que deste trabalho tenham conseguido extrair aprendizados para o futuro profissional! Beijo da profe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por favor resolva a equação * Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.