Esporte

O que você come combina com o seu treino?

Os cuidados com a alimentação para quem quer praticar esportes

Corrida, natação, futebol, vôlei, artes marciais, handebol, musculação, basquete, triatlo…. É tanto esporte, é tanto exercício, que só de imaginar a gente já perde alguma caloria.

Mas você já parou pra pensar como manter o corpo em meio a todo esse universo esportivo? Você pode dizer que não é um “atleta” profissional. Mas, mesmo assim, já parou pra pensar no que anda comendo? Já se deu conta de que boa parte de sua prática esportiva pode não resultar naquela saúde esperada se você não cuidar da forma como se alimenta?

 

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Ines na praia, participando da Travessia Tramandaí – Torres (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Para Ines Gaiger, essas questões fazem toda a diferença. Com um rotina amparada no trabalho e esportes, a bancária de Porto Alegre, consegue manter um estilo de vida de causar inveja em muita gente. Quem olha para Ines pode não acreditar que ela já chegou aos 50 anos. Mas a aparência conservada não veio de graça, da genética. Trabalhando oito horas por dia, ela alia a corrida, o pilates e uma alimentação saudável para conseguir manter a boa forma e a saúde.

Para a nutricionista Natália Schröeder, o número de pessoas à procura de um estilo de vida parecido com o de Ines vem crescendo. “A gente observa muito um aumento na procura por academias, grupos de corrida, espaços de treinamento personalizado, além dos inúmeros esportes e a disseminação de informações relacionadas a alimentação e ao prolongamento da vida”, relata.

Entretanto, Natália argumenta que também há um grande volume de informações transmitidas pela mídia, que muitas vezes não são confiáveis e acabam confundindo ou até atrapalhando quem ingressa nessa jornada pela longevidade.

 

Alimentação: A base de tudo

A grande questão nisso tudo é que o corpo humano do século XXI vive uma rotina sedentária e precisa praticar exercícios físicos. Contudo para que isso ocorra, é necessário um cuidado com a alimentação. E, quanto a alimentação, Nátalia ressalta que “está cada vez mais evidente a necessidade de inserirmos o exercício físico e a nutrição adequada em nossa rotina, seja pela manutenção da composição corporal, estética, prevenção e controle de doenças ou simplesmente pelo bem estar que ambos proporcionam”.

Os mais jovens talvez ignorem tudo isso. O corpo ainda é novo e saudável. Mas será mesmo?

 

Reeducação alimentar

Amanda Silva Netto, tinha um estilo de vida dos mais comuns. Trabalhava no Polo Petroquímico da região de Triunfo como técnica química e se alimentava sem muitos cuidados. As vezes, procurava praticar algum exercício físico, como andar de bicicleta com a família ou algo semelhante.

Mas após um exame de rotina há cerca de 3 anos, ela teve uma surpresa. “Em 2013 me deu um alerta, porque eu fiz uns exames de rotina da empresa e pela primeira vez tive triglicerídeos alto, colesterol alto, então procurei uma avaliadora física e descobri que estava com mais de 30% de gordura no corpo. Isso com 23 anos de idade”, destaca.

O alerta de Amanda foi fundamental para uma mudança na sua alimentação. A partir desse momento, ela montou uma dieta com as amigas e ambas começaram o processo de reeducação alimentar.

 

Os perigos da dieta sem orientação

Porém, a técnica em química argumenta os prós e contras do processo: “No começo eu peguei algo mais amador, segui uma dieta da internet com os amigos. E assim, eu entrei em um regime e emagreci 10kg. Até o momento do emagrecimento foi tranquilo eu me manter sem uma orientação de uma nutricionista. Mas, agora, olhando por outro lado, acho que não precisaria ser assim, porque eu passei bastante fome na época”, ressalta.

O problema relatado por Amanda pode ser comum para muita gente que começa a aplicar uma dieta sem recorrer aos profissionais. E a questão da orientação é fundamental, conforme destaca Natália. “Outro ponto importante a ser considerado são as “dietas da moda”: cetogênica, detox, paleolítica, low carb, jejum intermitente entre tantas outras podem ser interessantes para algumas pessoas em determinados momentos, mas requerem uma prescrição individualizada. Não é porque “fez efeito” em um parente ou em algum famoso, que poderá fazer para você”.

Quanto a dieta em paralelo com esporte, Natália cita exemplos dos perigos que a dieta desorientada pode causar. “Em esportes como corrida, ciclismo e natação a principal via energética utilizada pelo nosso corpo chama-se glicolítica, que utiliza primordialmente os carboidratos. Nestes casos, um praticante destes esportes não deveria adotar dietas sem ou com muito baixo carboidrato pois poderia diminuir seu rendimento e levá-lo a fadiga. Se para pessoas que não praticam exercício físico essas práticas podem ser prejudiciais, para esportistas, atletas e pessoas que possuem doenças os efeitos poderão ser piores”.

 

A fórmula: Esporte + boa alimentação = saúde

A rotina de Ines inclui o trabalho, depois a corrida e duas vezes na semana o pilates. Para manter o corpo em forma, sua alimentação gira em torno de frutas, legumes e lanches intercalados durante o dia.

Já Amanda, quer a hipertrofia do corpo, então acaba utilizando os mesmos grupos alimentares que Ines, mas intercala alguns elementos energéticos na dieta. Seu dia a dia inclui o trabalho, a academia e a corrida. Mas essa última, fica mais para as sextas, sábados e domingos.

Não há uma dieta alimentar que sirva para todas as pessoas. Amanda aprendeu isso passando fome durante suas dietas, mas hoje dá um recado: “Busque ajuda dos profissionais, não por conta própria. Eu fiz, deu certo, mas poderia ter dado errado. O profissional é o mais indicado pra isso. O valor vai caber no teu bolso. Não precisa morar no nutricionista, na academia. Sempre buscar os profissionais. Olhar o treino no instagram, na internet, é muito particular. Não dá pra generalizar. Quando chegar no detalhes a gente precisa de alguém mais especializado”, comenta.

 

O antes (esquerda) e o depois (direita) de Amanda, após começar a reeducação alimentar em paralelo com a prática esportiva

O antes (esquerda) e o depois (direita) de Amanda, após começar a reeducação alimentar em paralelo com a prática esportiva. (Foto: Arquivo pessoal).

 

Saia da inércia

Por mais que não haja uma fórmula mágica sobre como manter uma vida saudável, você pode juntar exercícios e a alimentação cuidadosa e certamente, terá bem menos riscos de adquirir tantos problemas de saúde durante a vida.

E para te incentivar nessa jornada, Natália deixa aqui algumas orientações gerias para quem quer começar a praticar esportes, sem adotar qualquer dieta extrema:

– Nunca praticar atividades físicas em jejum.

– Realizar uma refeição 45min ou 1 hora antes do esforço físico;

– Alimentar-se após o treinamento;

– Manter-se hidratado ao longo do dia e durante o treinamento;

– Inserir castanhas, nozes e amêndoas em sua alimentação diária;

– Evitar bebidas alcoólicas e o tabagismo.

 

Agora se você quer uma orientação mais específica sobre como praticar esportes sem descuidar da alimentação, pode entrar em contato com Natália Schröeder pelo facebook.

 

Natália Schröeder realizando o curso de certificação internacional para medidas antropométricas

Natália Schröeder realizando o curso de certificação internacional para medidas antropométricas. (Foto: Arquivo Pessoal)

 

O importante é sair da inércia. Seja pela corrida, seja pelo pilates, musculação ou qualquer outra atividade física. O importante é manter o corpo em movimento e prolongar ainda mais o nosso ciclo nessa vida.

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