Cultura

“O Ninho” é exibido na Itália, no festival TGLFF

Série de televisão gaúcha estreou na Itália e será exibida em diversos país

O Ninho, série de televisão gaúcha que estreia no Brasil em setembro na TVE, integra a seção Premio Queer, do Torino Gay and Lesbian Film Festival (TGLFF), na Itália. A série entrou no Festival de Berlim, numa programação especial da Seção Berlinale Talents, na qual dois episódios foram transmitidos.

Depois da Itália, O Ninho será exibido na Suíça, Canadá e França, entre outros países. Filipe Matzembacher, um dos diretores, diz que levar a arte para fora do Estado e do país é muito gratificante. “Isso é muito importante no momento atual do nosso país. Dialogar com outros lugares que entendem a função essencial da cultura na construção de um povo é revigorante”, diz Filipe.

A trama fala sobre Bruno, um jovem que está no serviço militar obrigatório no interior do Estado e decide ir a Porto Alegre encontrar o irmão mais velho que fugiu anos atrás. Nessa jornada, ele encontra uma nova família. Nicolas Vargas, ator que interpreta o protagonista Bruno, conta que o maior desafio do papel foi o fato de ser heterossexual e interpretar um personagem homoafetivo, com cenas de intimidade. “O nível de naturalidade que os diretores exigiam e a veracidade do acting também foram difíceis, precisei limpar muitos vícios de atuação”, explica.

 

Nicolas Vargas interpreta Bruno em O Ninho (Foto: Daniel de Bem)

Nicolas Vargas interpreta Bruno em O Ninho (Foto: Daniel de Bem)

 

O seriado trata o conceito de família como algo flutuante, que não está relacionado ao sangue, mas sim a um grupo de afeto que aceite a pessoa como ela é e que a proteja. Filipe define todo produto artístico como político, que traz uma leitura social: “Aqui a gente fala sobre aceitação e reação. Um grupo conhecedor do seu papel de vítima, mas que decide sempre reagir”.

 

Elenco da série O Ninho (Foto: Bruno Polidoro)

Elenco da série O Ninho. (Foto: Bruno Polidoro)

 

Assista ao trailer:

 

O Ninho é da produtora Avante Filmes, dirigido por Filipe Matzembacher e Marcio Reolon. Nos trabalhos audiovisuais, eles abordam a juventude, a sexualidade e outros reflexos de seus universos. Os diretores contam que trabalham com conteúdos diversos, mas focados em cinema e televisão. Sobre os comentários ouvidos a respeito da série, destacam a verdade dos personagens e o clima de força e melancolia. Para Nicolas, o debate sobre o roteiro e as referências são essenciais no processo de criação.

Ainda este ano, Filipe e Marcio pretendem filmar um longa-metragem, Garoto Neon.

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