Esporte

O esporte tem espaço na grade das emissoras radioweb

A revolução tecnológica que permitiu o barateamento dos custos de produção para as empresas também deu oportunidade para novos empresários criassem seus próprios veículos.

Um celular conectado a uma rede de Wi-Fi e no fone de ouvido uma partida de futebol. Pode ser a transmissão da rádio Guaíba, da Gaúcha, da GreNal ou de qualquer outra emissora tradicional sendo replicada em um canal de streaming. Mas pode ser um broadcast de uma webrádio de pequeno porte se comparada às rivais da frequência modulada.

A revolução tecnológica que permitiu o barateamento dos custos de produção para as empresas também deu oportunidade para que novos empresários criassem seus próprios veículos. A maioria dessas novas opções não está, ainda, no dial do AM ou FM. São emissoras rádioweb, ou seja, que possuem seu canal de contato com o público na internet.

Esses avanços permitem que as emissoras, mesmo com estruturas enxutas, coloquem no ar programas de jornalísticos, de entretenimento e até jornadas esportivas. Em um mercado tão concorrido como o de jornalismo, em especial o de rádio, ser o narrador ou o repórter de campo é sempre um privilégio e local de destaque. Nas emissoras de rádio da internet, não é diferente.

Um destaque dessa revolução é o jornalista e, hoje, repórter da rádio Grenal, Carlos Lacerda. Ele teve passagem pela rádio Galera Web, de Porto Alegre, e conta que na época a proposta era, justamente, abrir espaço para as transmissões de futebol, criando um público primeiro com o futebol de base e, depois, o profissional.

“O perfil de público do web era, por oferecer de forma pioneira jogos de base, familiares e jogadores”, conta quando questionado sobre o público. Lacerda ainda comenta que imprevistos são diferentes para a cobertura dos jogos daqueles que “tradicional” possui. “Por ser internet tinha lugar que não tinha, faltava luz e a transmissão não saía”, diz.

De fato, uma emissora desse tipo precisa ter acesso a uma boa banda de internet para conseguir gerar seus conteúdos. Dados apurados pela reportagem apontam que a capacidade de envio de dados precisa ser entre 1MB e 3MB para conseguir enviar o áudio para o público sem interrupções ou perda de qualidade.

Soluções simples são usadas por rádios do mundo inteiro para não deixar de transmitir quando equipamentos dão pane. A mais comum é a ligação de telefone fixo celular para a emissora. Essa “gambiarra” foi a salvação quando o som não chega até a rádio. Basta o operador de áudio conecta a chamada com a mesa e se terá novamente a transmissão, mesmo que a qualidade às vezes fique um pouco ruim.

Rádios segmentadas

Um subgrupo das webrádios são aquelas que são segmentadas ou, como são chamadas no meio, de nicho. Uma delas é a Pachola, que transmite todos os jogos do Grêmio e que se define como “uma startup ligada no torcedor”. Conforme dados da emissora, são, em média, 100 mil ouvintes por jogo e alcance médio de 300 mil pessoas. Apenas pelo app da rádio, são 15 mil usuários.

A Beta Redação conversou com o repórter Rafael Kehl, que trabalha na rádio Pachola há quase um ano. Ele contou alguns detalhes de como é o seu trabalho. Confira alguns trechos.

– Como ocorreu o convite para integrar a rádio?

O convite ocorreu através dos integrantes do programa. Mário Godoy um dos proprietários conhecia minha noiva e me convidou para participar de um programa lá. Sabendo da minha formação em jornalismo, e radialista, me convidaram algumas semanas depois e estou lá até hoje.

– A produção de conteúdo se diferencia em relação a suas outras experiências profissionais?

Em alguns quesitos é bem parecido, mas como a força da rádio é através das redes sociais, existem as normais diferenças que as redes pedem hoje, como vídeos, animações, memes e textos mais sucintos, diferente de um jornal ou site com textos mais elaborados.

– Por se tratar de uma emissora dedicada ao público gremista, como é a concorrência com a rádio Grêmio/Umbro?

Existe um concorrência sadia com a rádio oficial do clube. Sabemos de sua importância e credibilidade a muitos mais tempo, além da força do dial FM. Nos diferenciamos hoje pela maneira de falar com o torcedor, a linguagem dele posso dizer assim, e também com os programas diários sobre o Grêmio, o Papo Pachola, o que hoje a rádio Grêmio Umbro não tem.

– Quais são os principais desafios da emissora na sua opinião?

O principal desafio é o financeiro, que poderia nos ajudar na questão de equipamentos, estruturas e mais tempo para produção de conteúdos.

– Vocês possuem noção de qual é o perfil de público que a rádio possui?

Sim. Nosso público na sua grande maioria são jovens na faixa de 13 a 20 anos, mas também é bem diversificado.

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