Política

A nulidade do voto nulo

O voto nulo pode ser uma forma de protesto contra o sistema político e também virar manifestação cultural na forma de pixação. Porém, o resultado desta manifestação nas urnas, pode não sero que realmente se espera.

Colaboração de: Caubi Scarpato, Dyessica Abadi, Franciele Arnold e Julia Boeno

Dados das últimas eleições majoritárias (para presidente, deputado e senador) apontam um aumento no número de votos brancos e nulos no país. Juntos, eles já somam 10% dos eleitores – sendo 4% os votos em branco e 6% os votos nulos. Nas eleições de 2010, 7% dos eleitores votaram em branco ou anularam o voto.

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“Vote Nulo” Avenida Loureiro da Silva, Cidade Baixa – Porto Alegre – RS /Foto: Dyessica Abadi – Beta Redação

 

O recorde de votos inválidos no Brasil, desde as primeiras eleições diretas após a ditadura, foi no segundo turno de 1994, quando concorria FHC. Em

1989, na primeira disputa presidencial pós-redemocratização, foi de 6,4% o percentual de votos nulos ou em branco.

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A desilusão do público eleitor em geral com a política é a principal motivação da invalidação do voto. Para a Federação Anarquista Gaúcha, isso é uma forma de protesto contra o sistema político vigente. Para Eduardo da Silva, militante da FAG, invalidar o voto tem a função de mostrar descontentamento, e chamar atenção para a reivindicação de mudanças:

Complementando, Eduardo explica alguns dos objetivos buscados através do instrumento do voto nulo.

Votar em branco ou nulo é uma forma de demonstrar insatisfação, mas fora das urnas também existem manifestações pertinentes contra o sistema político. Um bom exemplo disso é a arte e a comunicação. Na cultura urbana as manifestações artísticas ( como grafite, stickers,etc.) remetendo ao pensamento anarquista são tradição. Eduardo da Silva salienta isso em sua fala:

O professor do PPG de comunicação da Unisinos reforça o impacto da arte na política:

 

Da ideologia às paredes porto-alegrenses

As intervenções urbanas por meio do graffiti e do picho são muitas vezes a forma utilizada por aqueles que defendem o voto nulo e o anarquismo para expressar sua ideologia, assim como uma forma de protesto por meio das palavras e do choque entre a ordem e o caos, se inserindo no cotidiano. A repórter Dyessica Abadi traz um ensaio mostrando estas intervenções nas paredes e ruas de Porto Alegre.

 

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