Esporte

Mulheres da seleção norte-americana de futebol exigem equiparação salarial aos homens

Carli Lloyd (ao centro, de braços abertos) é a autora da ação. Foto: Christopher Johnson/Wikipedia

Carli Lloyd (ao centro, de braços abertos) é a autora da ação. (Foto: Christopher Johnson, Wikipedia)

No início de abril, cinco jogadoras da equipe da seleção de futebol dos Estados Unidos entraram com uma ação contra a US Soccer (Federação de Futebol dos EUA) para terem direito a igualdade de remuneração em relação à equipe masculina da mesma modalidade. No documento, apresentado por Carli Lloyd, segunda capitã da seleção e eleita melhor jogadora do mundo pela Bola de Ouro da Fifa 2015, Megan Rapinoe, Hope Solo, Alex Morgan e Becky Sauerbrunn, consta que cada jogadora da equipe ganha entre US$ 3.600 e US$ 4.950 por partida pela seleção do país, variando conforme os confrontos e os resultados. Do mesmo modo, jogadores masculinos da seleção do país ganham até U$ 17.625.

Um exemplo dado foi a Copa do Mundo em que os dois times participaram. A equipe feminina foi campeã no Mundial de 2015, no Canadá, e recebeu um total de US$ 2 milhões. Já os jogadores masculinos, que foram eliminados nas oitavas de final na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, ganharam cerca de US$ 9 milhões. Em entrevista a uma emissora de televisão do país, Carli afirmou que as mulheres da seleção estão discutindo um possível boicote aos Jogos Olímpicos caso não haja mudança em relação aos salários. As cinco atletas estão tendo apoio da Equal Employment Opportunity Commissioan (Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego), órgão que ajuda na luta contra a discriminação trabalhista nos Estados Unidos.

De acordo com a professora e coordenadora do Centro Memória do Esporte da UFRGS, Silvana Goellner, as jogadoras têm o direito de reivindicar e estão certas quanto ao processo movido. “Realmente existe uma grande diferença de remuneração entre os atletas do sexo feminino e masculino. Enquanto os jogadores têm contrato assinado, elas só têm ajuda de custo. Então é importante reivindicar isso.” Ela também afirma que no Brasil, assim como em outros países, não só nos Estados Unidos, há também uma discrepância de salários. “Em todo o esporte isso acontece, infelizmente. Podemos perceber isso fazendo um comparativo entre o quanto o jogador Neymar ganha e quanto ganha a atleta Marta, jogadora da seleção brasileira.”

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