Política

Movimentos sindicais se preparam para nova greve geral

Reforma trabalhistas e da previdência continuam sendo as pautas dos movimentos

Foto: Liane Oliveira/ Beta Redação

Foto: Liane Oliveira/ Beta Redação

Os principais movimentos sindicais se mobilizam para realizar mais uma greve geral no país, marcada para o próximo dia 30 em todo o território nacional. Será a segunda paralisação este ano. A primeira delas foi no último dia 28 de maio. As principais pautas foram o pedido para que as reformas trabalhista e previdenciária não fossem aprovadas pela Câmara dos Deputados. Além disso, os movimentos pedem a saída do presidente Michel Temer e que novas eleições sejam realizadas no País.

Um “esquenta” da greve foi realizado no último dia 20, batizado de Dia Nacional de Mobilização. Em Porto Alegre, milhares de pessoas foram ao Largo Glênio Peres reivindicar para que os projetos sejam barrados. A notícia de que o parecer favorável do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) ao projeto da Reforma Trabalhista foi barrado na tarde do mesmo dia animou os presentes. Foram 10 votos contrários às reformas do governo Temer.

Para o presidente da CUT-RS (Central Única dos Trabalhadores), Claudir Nespolo, o único jeito de fazer com que os trabalhadores sejam ouvidos é indo para a rua protestar. “Parar o Brasil é o único jeito para fazer com que os trabalhadores sejam ouvidos. A hora de lutar é agora. Vamos parar o Brasil mais uma vez no dia 30”, completou.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Porto Alegre (Stimepa), Lirio Segalla, o governo não tem condições de aprovar as reformas. “Precisamos impedir que este governo ilegítimo e sem condições morais aprove estas reformas que vão arrebentar com direitos conquistados com muita luta ao longo de muitos anos”, disse o sindicalista.

Em encontro nacional realizado pela direção da CUT na quinta (22), o presidente nacional da central Vagner Freitas afirmou que o resultado desfavorável ao governo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) é algo que deve ser usado durante as manifestações do dia 30. “Isso deve ser usado como argumento para convocar toda a sociedade a aderir ao movimento grevista”.

O encontro ainda citou a perda de força no governo no Senado e a real possibilidade de frear as reformas contra os trabalhadores. Além da CUT, outros movimentos devem aderir à paralisação do dia 30 no Estado: CTB – Central dos Trabalhadores do Brasil, Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo.

 

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