Esporte

Maratonista de 76 anos coleciona medalhas e troféus

Com 14 anos de trajetória esportiva, aposentada leva a vida participando de corridas

Quem pensa que aposentadoria é sinônimo de descanso não conhece Edi Menezes da Costa, uma maratonista de 76 anos. O sonho de correr aconteceu logo após a comerciante se aposentar. A vontade de não querer ficar parada impulsionou a ideia de uma nova atividade. Em 2003, ao ver uma corrida, a moradora de Esteio pensou o quanto seria satisfatório participar de uma competição e resolveu se inscrever na primeira maratona.

Logo na sua estreia na Corrida Rústica de Bento Gonçalves, para participantes acima de 50 anos, ela ficou na segunda posição do pódio. O primeiro troféu é guardado com orgulho dentre os outros tantos que enfeitam a sua casa. De lá para cá já são 14 anos praticando o esporte, que lhe rendeu a oportunidade de fazer vários amigos e conhecer lugares pelo mundo. “Com a maratona Sul-Americano Master, pude viajar para o Uruguai, Colômbia, Argentina, Paraguai, Chile e Peru”, conta. Edi não tem patrocinador, e é ela que arca com os custos das viagens e inscrições. O treinamento é realizado duas vezes por semana pelas ruas e no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, e na Redenção, em Porto Alegre. A prática da musculação ajuda a fortalecer o corpo. A atleta, que nunca se lesionou, conta o quanto o exercício lhe trouxe bem-estar. “Desde que comecei a correr, senti uma diferença no meu corpo. Eu me sinto cada vez melhor e não tenho nenhum problema de saúde, me cuido muito e quem me encontra fala que no futuro quer ser igual a mim”, relata.

A vitalidade da corredora é motivo de orgulho para a filha, Simone Menezes de Paula. “Minha mãe tem muita disposição. Existem pessoas mais jovens sem a mesma qualidade de vida e atitude que ela tem. Ela é um exemplo para mim, pela sua coragem, personalidade e determinação. A história dela me inspira a seguir em frente”, elogia. Histórias é o que não faltam na trajetória da esportista, que pensa em lançar um livro. “Meu máximo até agora foram 42 km. Uma vez eu dormi na rua em Gramado, pois o albergue estava lotado. Eu e meus colegas ficamos na parada de ônibus um cuidado do outro. O meu lema de vida é correr sempre, desistir jamais”, conta. O amor pelas corridas também se estende à participação em trilhas e escaladas, nas quais a competidora também ganha prêmios.

A senhora guarda com carinho a foto do seu maior incentivador, o maratonista Olímpico Vanderlei Cordeiro de Lima

Edi guarda com carinho a foto do seu maior incentivador, o maratonista olímpico Vanderlei Cordeiro de Lima. Foto: Thaís Ramirez/Beta Redação

Troféus e medalhas

Divididas entre a sala e o quarto, as conquistas demonstram o quanto o esforço de Edi é graficamente. Quando perguntada quantas vezes atingiu o primeiro lugar, ela ri e informa que já perdeu as contas, mas faz questão de mostrar algumas das suas maiores vitórias.

-1° lugar- Bicentenário Almirante Tamandaré, disputado em 2007;

-1° lugar- 11° Rústica Festiva Natal dos Anjos, disputado em 2007, na cidade de Dois Irmãos;

-1° lugar- Trilhas e Montanhas do Santo Ventoso 2017, em Farroupilha;

-1° lugar- 23° Meia Maratona de Blumenau 2007 (troféu de cristal, que na opinião de Edi é o mais bonito).

Dentre as medalhas, ela destaca a de ouro e a de prata que ganhou na Costa Rica. No ano de 2013, a medalhista foi homenageada pela Prefeitura Municipal de Esteio, como a atleta mais idosa da cidade, recebendo um troféu como consagração.

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