Política

Lugar de mulher é na política

Ou onde ela quiser

Arthur Isoppo, Ariane Laureano, Dankiele Tibolla, Fernanda Bierhals, Mirian Centeno e Thais Ramirez

Durante boa parte da história, a representação das mulheres na política não existiu. No Brasil, a participação mais efetiva das mulheres foi ocorrer apenas em 1932, no governo de Getúlio Vargas, em que as mulheres conquistaram o direito ao voto. Elas são maioria da população e do eleitorado, mas a presença de mulheres ocupando cargos de importância na política não acompanha os números.

Embora a eleição de Dilma Rousseff, primeira mulher a ocupar o cargo de presidente deste país, tenha representado um grande passo no empoderamento feminino na política brasileira, o gênero ainda possui uma presença muito discreta. A Beta Redação entrevista mulheres que conquistaram seu espaço na política, lutando contra os aspectos culturais inerentes à sociedade brasileira. Como conquistaram respeito e representatividade em um ambiente reconhecidamente machista, confira no primeiro episódio da série Mulheres na Política Brasileira:

 

 

A história da participação das mulheres na política e dos movimentos estudantis e grêmios se confundem. Os Diretórios dos Estudantes são, na maioria das vezes, a porta de entrada para elas nesta esfera. As insatisfações com os problemas da sociedade emergem na Universidade e sustentam a vontade da mulher em encontrar o fim da discriminação. A bandeira do feminismo simboliza sua maior batalha, mas a luta por igualdade de gênero se amplia para raciais e das minorias.

O Diretório Central dos Estudantes, ou DCE, é um órgão de representação estudantil que trabalha para defender os interesses dos acadêmicos. Muito além disso, os diretórios sempre estiveram engajados e atuantes em questões referentes à política. Assim como as vereadoras de Porto Alegre, Fernanda Melchionna (PSOL), e a Comandante Nádia (PMDB) que iniciaram suas trajetórias políticas como militantes dentro de diretórios acadêmicos e grêmios estudantis, outras mulheres seguiram esse caminho.

A Beta Redação inicia uma série que analisa a participação das mulheres na política, suas lutas e conquistas, e como o gênero busca seu espaço na política brasileira. Passando por movimentos estudantis, DCEs, grêmios até ocuparem os cargos de vereadoras, deputadas, senadoras e presidente do Brasil.

Para Comandante Nádia o processo de conquista de igualdade das mulheres demanda ter outros direitos reconhecidos: “Teremos mais mulheres em pé de igualdade com homens, quanto mais as mulheres forem iguais em direitos com os homens. O direito de estudar, de receber o mesmo salário e o direito de ir e vir”. E você como vê a busca das mulheres por maior representação dentro da política brasileira?

 

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