Economia

Lancherias e restaurantes da Unisinos sentem efeitos da crise

Fratello, Kreps e Churros e Panquecas do Alemão buscam alternativas para manter a clientela

Em tempos de crise, até comer está difícil. Apesar de o ramo alimentício estar entre os nove setores apontados como principais tendências para 2015 pelo Sebrae, algumas lancherias da Unisinos estão buscando alternativas para superar a queda no consumo dos estudantes. Aparentemente, a melhor saída é manter os mesmos preços do ano passado e fazer promoções.

Gerente há 27 anos do Fratello, um dos espaços mais famosos e antigos do campus, que divide as áreas do Direito e da Indústria Criativa, Gilnei Freitas de Oliveira conta que o fluxo não é o mesmo em relação a 2014. “Ano passado estava bem melhor. Tínhamos mais movimento, principalmente durante a tarde. Agora está muito parado ”, relata.

Para continuar atraindo a clientela ao estabelecimento mais “musical” da Unisinos, Oliveira optou por algumas alternativas: “Nós seguramos os preços do ano passado, não aumentamos o valor das comidas e trouxemos algumas novidades, como o cachorro-quente, o hambúrguer e mais variedades nos pastéis fritos na hora”.

O casal Eloir e Maria Rosângela Fischer vende crepes e churros desde 1996 na universidade. Após o local ter se incendiado em 2008, eles voltaram à ativa há um ano e meio, e estão sentindo os efeitos da crise. “O movimento diminuiu bastante, quase a metade”, conta Eloir. “O preço de tudo aumentou, tudo subiu”, completa Maria. Apesar disso, eles explicam que mantêm o mesmo preço há três semestres e procuram sempre inserir alguma novidade de sabor no cardápio.

Há sete anos na gerência das famosas Panquecas do Alemão, Patrícia da Silveira classifica este semestre como o pior em vendas até agora. “Não imaginei que o movimento fosse cair tanto, já que todo mundo precisa comer, mas o atendimento diminuiu bastante ao meio-dia, quando atendemos as empresas do Tecnosinos, e à noite”, revela, completando com bom humor: “Acho que as pessoas estão trazendo mais comida de casa”.

Apesar de aderir ao reajuste anual, Patrícia conta que o local lançou algumas promoções de pratos no início do semestre. Outra saída encontrada pela gerente para passar pela crise foi economizar na compra dos produtos e evitar o desperdício.

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