Política

Laerte e Luciana Genro falam sobre LGBT e política

Bate-papo com cartunista Laerte Coutinho e ex- candidata a presidente Luciana Genro, ocorrido em Porto Alegre, chamou atenção para questões de gênero e do atual cenário político brasileiro

Jonara Cordova e Roberto Caloni

 

Luciana Genro debate junto com Laerte Coutinho sobre o movimento LGBT e a situação atual da política brasileira. ( Foto: Roberto Caloni)

Luciana Genro debate junto com Laerte Coutinho sobre o movimento LGBT e a situação atual da política brasileira. (Foto: Roberto Caloni)

A cartunista Laerte Coutinho (que mantém o nome masculino, mas se define com o artigo feminino) e a ex-candidata a presidente Luciana Genro participaram de um bate-papo sobre questões da população LGBT e da atual situação política do país na tarde da última quarta-feira (18). O evento lotou o Café Cartum, em Porto Alegre, e teve transmissão ao vivo.

Luciana introduziu a conversa falando sobre a extinção do Ministério da Cultura e outras ações tomadas pelo interino Michel Temer: “O presidente usurpador está destruindo a cultura e tentando destruir todo o serviço público brasileiro, com suas propostas privatizantes de arrocho e sucateamento, que ameaçam os trabalhadores, através da reforma da Previdência e tantas outras medidas”.

Quanto à pauta LGBT, ela destacou que não se pode admitir retrocessos. “Teremos eleições municipais e este vai ser um momento de lutar por cidades mais acolhedoras, democráticas e que possam respeitar a comunidade LGBT e incorporar os seus direitos em seu cotidiano”, declarou.

Questionada por Luciana sobre o que se pode fazer para que não ocorra um retrocesso, Laerte inicia a sua fala negando saber o que, exatamente, deve ser feito. Para ela, vive-se um momento de aprendizado.

 

 

Sobre o momento político atual, Laerte destacou que não se pode comparar com o golpe militar de 1964. “Uma das diferenças da ditadura para agora é que a sociedade estava muito mais fragilizada em relação a hoje”, explicou.

 

 

A cartunista comenta sobre a extinção do Ministério da Cultura. Ela acredita que esses gestos do governo interino têm um sentido demagógico que, muito provavelmente, não vai provocar economia alguma e tem um sentido unicamente revanchista.

 

 

O debate sobre gênero, para Laerte, não envolve apenas o embate com o conservadorismo. Envolve também que se fale além do direito de mudança de sexo. Para ela, a questão de gênero vai além disso e é muito mais ampla.

 

 

Devido à agenda lotada de Laerte, que está na capital gaúcha para participar da 9ª edição da Festa Literária de Porto Alegre, o bate-papo foi encerrado após cerca de uma hora, com muitos aplausos, fotos e autógrafos.

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