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Junho Vermelho por todo o Brasil

Saiba das iniciativas municipais para aumentar os estoques de sangue

Junho é o mês de incentivo à doação de sangue. Foi criado, e apelidado de Junho Vermelho, pois as férias de meio do ano e o frio costumam diminuir drasticamente o número de doadores. Hemocentros de várias capitais estão com os estoques de sangue abaixo do esperado. Para doar, é preciso ter até 69 anos, pesar mais que 50 quilos, estar bem alimentado e ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24, além de contar com a saúde em dia.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), se 3% a 4% da população fosse doadora de sangue não haveria problemas de estoque. Dados do Ministério da Saúde mostram que pouco mais de 1% da população brasileira doa sangue. É visando um aumento desse número que o Ministério da Saúde criou o mês da doação de sangue, iniciativa que já tem quatro anos.

 

Estoques de sangue de Porto Alegre estão em baixa. Foto: Cristine Rochol/PMPA

Estoques de sangue de Porto Alegre estão em baixa. Foto: Cristine Rochol/PMPA

 

A falta de informação é algo recorrente. Muitas pessoas dirigem-se aos centros de coleta para doar e, por desconhecimento dos pré-requisitos, não conseguem. É o caso de Janaína Santos, cabeleireira, que foi doar na unidade de coleta do Hospital Pronto Socorro de Porto Alegre e não pôde. “Queria doar pela primeira vez e no fim não pude, tenho 47 quilos, mas não sabia dessa regra”, conta Janaína. Entretanto, também existem  casos de doadores rotineiros. Célio Guimarães, auxiliar de serviços gerais, doa sempre que tem disponibilidade de tempo. “Eu tento doar pelo menos de três em três meses. Eu tive parentes que precisaram, eu sei da importância que a doação tem”, desabafou Guimarães.

Em Porto Alegre, há um esforço conjunto da prefeitura para aumentar as doações trabalhando com a conscientização para que a população doe mais. Nesta quarta-feira (14), o horário do hemocentro será estendido, das 8h às 17h. Segundo o Secretário Municipal de Saúde, Erno Harzheim, é preciso da força conjunta de todos para aumentarmos o estoque atual, que é muito baixo. “Uma bolsa de sangue poderá salvar até quatro vidas, temos que ter a compreensão de que isso é um fator determinante em muitos casos de emergência”, alertou o secretário.

Em São Paulo, vários hemocentros recebem doações pela cidade, mas uma iniciativa roubou a cena na última semana. Cerca de 20 torcedores de uma torcida organizada do São Paulo se reuniram para fazer uma doação coletiva de sangue. A ação ocorreu no Hospital Regional, em Presidente Prudente.

No Rio de janeiro, uma ação diferente. A campanha “Mulher + Solidária”, do Hemocentro do Rio de Janeiro, busca atrair um maior número de doadores de sangue entre as mulheres, que representam apenas 35% das doações. A iniciativa já está em sua 14ª edição e elevou a média diária de candidatas doando sangue no HemoRio. Após alguns dias de ação, o hemocentro recebeu 780 voluntárias e 544 bolsas de sangue coletadas.

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