Esporte

Jovens atletas fazem carreira no Taekwondo

Meninas de Parobé conquistam vaga na Seleção Brasileira e sonham com os Jogos Olímpicos

Jenifer (esq.), treinadora e Victória (dir.) carregam no dia a dia dos treinos o sonho de participar dos Jogos olímpicos. (Foto: Beta Redação/Eduarda Rocha)

Jenifer (esq.), treinadora e Victória (dir.) carregam no dia a dia dos treinos o sonho de participar dos Jogos olímpicos. (Foto: Beta Redação/Eduarda Rocha)

Faz tempo que as mulheres tomaram seu espaço no ambiente das escolas de luta corporal. Este ambiente, até então predominantemente masculino, ganha nos últimos anos a participação de centenas de atletas mulheres, que iniciam o treinamento nas academias cada vez mais cedo.

Em Parobé, na região do Vale do Paranhana, duas jovens garotas se classificaram neste mês para a Seleção Brasileira de Taekwondo e vão representar o País em competições internacionais. Primas em primeiro grau de parentesco, as meninas Jenifer Zollet Rodrigues, 16 anos, e Victória Zollet Rodrigues, 14 anos, começaram ainda pequenas no Esquadrão Tigre, projeto social da cidade que integra dezenas de crianças e adolescentes em treinos e competições da modalidade.

A partir daí as meninas enxergaram no Taekwondo a possibilidade de iniciar uma trajetória no esporte, além dos benefícios de inserir a prática de exercício físico na rotina diária de estudos.

Inserida no Taekwondo aos quatro anos de idade, Victória sofria de alto colesterol e risco de obesidade, realidade que hoje, graças a seu desempenho e esforço diário, está longe de ocorrer novamente. O laço familiar e a motivação mútua ajudam as atletas a levar o treinamento com seriedade. “Nós sempre treinamos juntas. Não temos o mesmo estilo de luta, mas ajudamos muito no compartilhamento de experiências e conhecimento”, explicam.

Jovens atletas treinam cinco dias por semana com acompanhamento físico e psicológico na academia Esquadrão Tigre. (Foto: Beta Redação/Eduarda Rocha)

Jovens atletas treinam cinco dias por semana com acompanhamento físico e psicológico na academia Esquadrão Tigre. (Foto: Beta Redação/Eduarda Rocha)

Com o apoio da família, as atletas já conquistaram medalhas importantes em competições de categorias diferentes. Depois do Grand Slam Nacional de Taekwondo ocorrido no início do mês de abril, Victória conquistou a vaga na Seleção Brasileira na categoria Cadete 55Kg, enquanto Jenifer obteve a primeira colocação na série Junior 63Kg.

A inspiração vem de figuras já consagradas na modalidade. Exemplos como os esportistas Maicon Andrade e Natália Falavigna, guiam as jovens ao sonho de chegar a uma Olimpíada. “Queremos representar o Brasil nos Jogos Olímpicos e sermos reconhecidas nacionalmente como atletas de Taekwondo”, contam.

A adrenalina das competições e a vontade de ser um dos principais nomes femininos do esporte é o estímulo da trajetória de ambas.  A rotina de treino conta com acompanhamento físico e mental dos professores Jair Dullius e Terezinha Camargo, cinco dias na semana no turno inverso ao escolar.

Criada há mais de 14 anos pelos técnicos, a academia Esquadrão Tigre tem um projeto olímpico para os meninos e meninas que enxergam no esporte a possibilidade de seguir uma carreira esportiva. “Nós buscamos dar todo o apoio e suporte para nossas atletas. Temos um projeto duradouro e trabalhamos com foco nos Jogos Olímpicos”, destaca o treinador.

Adicionado ao programa olímpico oficial em 1993, o Taekwondo é uma arte marcial que originou um esporte de combate, que utiliza técnicas de defesa pessoal envolvendo o emprego das mãos e punhos, de golpes com braços ou pés, entre outras.

Para os professores, o apoio familiar e o empenho das meninas em manter o ritmo no centro de treinamento é um dos principais motivos da conquista destes resultados de sucesso. “Quem as conheceu quando começaram a treinar conosco, vê o esforço e dedicação das duas. Certamente, foi essa a fórmula que trouxe estas conquistas. Se elas já lutaram com os melhores do País, daqui há três meses elas estarão lado a lado com os melhores do mundo”, completa Dullius.

É o caso de Victória que em agosto participará da competição do Mundial de Cadetes, que acontece no Egito. “Estamos sempre batalhando para que elas sejam vistas com o reconhecimento merecido. Enfrentamos todas as dificuldades juntos, com a certeza de que o caminho pela frente será cheio de conquistas”, salienta o técnico.

Para Terezinha, a paixão pelo Dobok (roupa usada para a prática do esporte) foi passada desde cedo durante as aulas e treinos e mantêm vivo o futuro do Taekwondo. “Nós queremos que todos que entram nesta academia repassem os ensinamentos do Taekwondo a diante. Não tem coisa melhor do que ver estas alunas buscando aperfeiçoar-se com tanta humildade. Além das competições, temos o sonho de que elas se tornem professoras e tragam crescimento ao esporte”, ressalta a preparadora.

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