Geral

Jogadores de Pokémon Go são assaltados na Redenção

Estudantes relatam como tiveram seus celulares roubados na Capital. BM orienta que vítimas registrem as ocorrências

Fenômeno entre os jovens, o jogo Pokémon Go, lançado no país em 3 de agosto, arrematou diversos fãs brasileiros. O game, que mistura os famosos personagens do desenho japonês dos anos 1990 com o recurso de realidade aumentada, mobiliza diversos eventos, as chamadas “caçadas’’, que lotam os parques das cidades. Porém, surge uma preocupação por parte dos jogadores com relação à segurança, já que o usuário precisa se locomover com o celular em mãos para capturar os monstrinhos. Relatos de assaltos envolvendo Pokémon Go são comuns desde seu lançamento, em 6 de julho, nos Estados Unidos. Em Porto Alegre, a situação não é diferente.

Diversas queixas de assaltos envolvendo o game são descritas em grupos de usuários do jogo no Facebook. A estudante Sayuri Ota, de 22 anos, relata que teve seu celular roubado enquanto capturava pokémons no monumento do Buda, localizado no parque da Redenção, na capital gaúcha. Ela diz que estava acompanhada por mais quatro amigos em uma das caçadas. Quando anoiteceu, Sayuri e os amigos resolveram dar uma volta no monumento. Aos gritos de “Perdeu, perdeu, não corre e não grita! Passa os celulares de todo mundo!”, dois rapazes, portando um canivete e uma pistola preta, roubaram todos os celulares do grupo. “Eles nos mandaram ajoelhar e não correr. Saíram em direção à UFRGS e ainda olharam para trás para ver se íamos correr para chamar a polícia”, conta a estudante.

Após o assalto, Sayuri e os amigos foram até uma delegacia para fazer um boletim de ocorrência. Segundo a universitária, um dos policiais disse que já não se podia fazer mais nada com relação aos celulares e que os aparelhos iriam parar no camelódromo, no Centro de Porto Alegre. A estudante de Fotografia destaca que não pretende parar de jogar Pokémon Go, mas lamenta não poder comprar um celular novo em um curto período.

 

Foto: Luciano Del Sent/Beta Redação

Interagindo com o game, jogadores deixam celulares expostos à insegurança nas ruas de Porto Alegre. Foto: Luciano Del Sent/Beta Redação

 

Outro jogador que teve seu smartphone roubado foi o estudante Lucas Antônio Oliveira, de 30 anos. Assim como Sayuri, o rapaz foi assaltado no parque da Redenção. Ele diz que, no dia do ocorrido, viu um ônibus da Brigada Militar estacionado em frente ao Auditório Araújo Vianna, mas sem brigadianos. “A polícia não faz muito esforço depois de um assalto”, afirma Lucas depois de tentar, sem sucesso, registrar a ocorrência.

De acordo com o major Euclides da Silva, subchefe da Comunicação Social da Brigada Militar, não existem dados exatos sobre o número de assaltos envolvendo Pokémon Go: “Nós trabalhamos sem estatísticas”. Porém, segundo ele, com a chegada do game ao Brasil, surgiu a questão dos assaltos relacionados à exposição do celular por pedestres. “Pensamos no foco da prevenção”, diz o major Silva, alertando que “as pessoas se desligam de sua vida real, ficam com um objeto tão caro bem à mostra”.

O major ainda ressalta a importância do registro de um BO que, segundo ele, auxilia para que os dados coletados pela polícia sejam direcionados conforme a localização do assalto na cidade, possibilitando novas formas de prevenção e abordagem pela Brigada Militar.

Lida 812 vezes

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por favor resolva a equação * Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.