Cultura

Ingenuidade em destaque no Margs

Exposição sobre arte naïf reúne obras de 21 artistas

Mamãe Oxum na cachoeira, de João Altair Barros, é uma das obras que faz parte da mostra. Foto: Fernando Eifler/Beta Redação

Mamãe Oxum na cachoeira, de João Altair . Foto: Fernando Eifler/Beta Redação

 

A arte não nasce apenas do conhecimento acadêmico, ela surge das mais diferentes e imagináveis formas. Partindo desse raciocínio, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul disponibiliza, desde o dia 17 de maio, a mostra Traço Solto: trânsitos da arte naïf no acervo do Margs. Nela, os visitantes encontram obras de 21 artistas do acervo local. A proposta é fazer uma ligação entre os que eram reconhecidamente do movimento e os que tiveram um ensino artístico formal.

No total, são 38 produções divididas em duas galerias – Iberê Camargo e Oscar Boeira. As técnicas utilizadas nas produções são as mais variadas, incluindo esculturas, óleos e gravuras. A exposição conta com trabalhos de importantes artistas naïfs brasileiros, como Heitor dos Prazeres e João Altair Barros, e também de alguns de seus célebres influenciados, como Tarsila do Amaral e Cícero Dias. Segundo a técnica em assuntos culturais do Margs Eneida Michel da Silva, a mostra é relevante para que o público possa ter acesso ao acervo do museu e, ainda, conhecer um pouco mais sobre o movimento. “Por isso, é preciso expor. Todas as obras são importantes, todos recortes do acervo da história da arte são importantes, e o público merece poder apreciar”, conclui.

A aposentada Rosa Vargas, visitante da exposição, se diz encantada com o que viu. Para ela, é impressionante ver que trabalhos aparentemente tão simples possam ter sido tão relevantes. “Nunca imaginei que esse tipo de arte tivesse influenciado tantos nomes importantes. Acho muito legal que as pessoas possam ter acesso a essas obras e, assim como eu, conhecer sua importância”, completa.

 

Frevo, de Heitor dos Prazeres. Fernando Eifler/Beta Redação

Frevo, de Heitor dos Prazeres. Fernando Eifler/Beta Redação

 

Arte naïf 

O termo, que quer dizer arte ingênua, foi criado no final do século XIX, como referência à obra de Henri Rousseau. O artista autodidata chamou atenção de grandes gênios, como Pablo Picasso e Paul Gauguin, devido à simplicidade de suas composições. Suas pinturas não tinham nenhuma ligação com as técnicas que eram ensinadas na academia, o que fazia com que seus quadros tivessem características únicas. O estilo passou, então, a ser respeitado e incorporado por inúmeros artistas do século XX.

 

Ruas e Casas, de Tarsila do Amaral. Influência do art naïf

Ruas e Casas, de Tarsila do Amaral. Fernando Eifler/Beta Redação

 

SERVIÇO
Exposição: Traço Solto: trânsitos da arte naïf no acervo do Margs
Curadoria: Carolina Bouvie Grippa
Local: Galerias Iberê Camargo e Oscar Boeira, do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Praça da Alfândega, s./n. – Centro Histórico)
Visitação: 17 de maio a 2 de julho, de terças a domingos, das 10h às 19h
Entrada franca

Lida 743 vezes

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por favor resolva a equação * Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.