Esporte

A influência do tênis no solo gaúcho

Um esporte que que passa de geração em geração tendo cada vez mais apaixonados pela prática

Desde o Egito Antigo, há registros da prática do tênis como um esporte. A Confederação Brasileira de Tênis (CBT), relata que a atividade surgiu no século X. Na época, o normal era praticar sem raquetes e os golpes eram feitos com a palma das mãos. Somente no século XII o exercício ganhou traços do que conhecemos hoje.

No final do século XIX, os ingleses trouxeram o esporte para as terras tupiniquins, no ano de 1892 o clube São Paulo, Athletic Club, inaugurou as primeiras quadras de tênis em solo brasileiro, mas apenas em 1904 foi realizado o primeiro torneio do esporte em São Paulo.

O Brasil estreou na Copa Davis – maior evento de tênis internacional masculino – dirigido pela Federação Internacional de Tênis (ITF), no início da década de 30 com os tenistas Nelson Cruz e Ricardo Pernambuco, mas o esporte só se disseminou para outros estados do país em 1955 com a criação da Confederação Brasileira de Tênis, onde os esportistas começaram a ganhar visibilidade como grandes nomes do esporte no sul do país.

Thomaz Koch foi um nome muito mencionado entre os tenistas na década 60, o gaúcho, que ficou conhecido mundialmente em 1975 quanto perdeu para o sueco Bjorn Borg, foi o número 1 do mundo durante muitos anos.

Koch é o oitavo maior ganhador da Copa Davis, onde fez dupla com Edison Mandarino, também gaúcho de Jaguarão e renomadíssimo tenista brasileiro.

Mandarino e Koch fizeram dupla no esporte e juntos conquistaram 23 vezes a Copa Davis.

Mandarino e Koch em uma final da Copa Davis Foto: SportTV

Mandarino e Koch em uma final da Copa Davis.            Foto: SportTV

Com esses grandes exemplos, o esporte só ganha adeptos e atletas no estado.

A Beta Redação participou do Circuito de Tênis Gaúcho, que aconteceu na Sociedade de Ginástica de Porto Alegre (Sogipa), que envolveu meninos e meninas de 9 à 16 anos. Conversou também com a ex-tenista profissional, e hoje técnica, Sabrina Guisto para saber como está essa relação dos adolescentes e principalmente das meninas com a prática do esporte.

Sabrina comenta que a prática do tênis está ligada com valores que elas irão levar para o resto da vida, trabalhando muito a resiliência dentro de diversas situações ruins da vida, não só para o esporte.

Sabrina Giusto Foto: Arquivo pessoal

Sabrina Giusto.     Foto: Arquivo pessoal

A atleta falou sobre as mulheres, onde troca ideias com “ELAS” em um canal no Youtube, contou que treina atletas de 9 à 79 anos. Giusto afirma que as esportistas conseguem trocar experiências mesmo com a grande diferença de idade, fazendo sempre um esforço com os horários corridos para estarem juntas e conseguirem jogar uma partida, trazendo bem estar e qualidade de vida.

“Sobre o evento, ele não tem prioridade de ranking, não eliminatório, as crianças têm chance de jogar várias vezes, fazendo com que seja um evento preparatório para futuramente uma competição” comenta Sabrina explicando sobre o circuito.

Ressalta ainda que o tênis é um esporte que passa de geração para geração, pois tem adeptos de diferentes idades. Avós, filhos e netos praticam a mesma atividade, um belo exemplo disso é o do ex-tenista Modesto Guimarães (70), que jogou durante muito tempo e hoje o neto, Bruno Sell (14), segue os passos do avô.

Bruno Sell e o avô Modesto Guimarães. Foto: Arquivo pessoal

Bruno Sell e o avô Modesto Guimarães.           Foto: Arquivo pessoal

 

 

 

Lida 668 vezes

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por favor resolva a equação * Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.