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Hipnose como parceira da Psicologia e da Odontologia

Ténica é utilizada para tratar ansiedade e outros problemas

Quando falamos em hipnose, é comum que muitas pessoas pensem em entretenimento. Pessoas que tomam atitudes fora do usual, como comer cebolas pensando que são maçãs ou se esquecer do próprio nome, para fins de humor, são logo lembradas. O que ainda se discute pouco ainda nos dias de hoje é o uso da hipnose para fins terapêuticos e clínicos. Usada por diversos profissionais, em geral da área da Psicologia, a hipnose pode auxiliar e até mesmo trazer a cura de muitos problemas, como depressão, ansiedade, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), entre outros.

Reinaldo Momo é psicólogo especializado na área da hipnose clínica. Ele atua há mais de 20 anos em sua clínica em Porto Alegre. “A gente relaxa a mente do indivíduo e trata alguns medos. Eu sou um facilitador para muitos dentistas que me procuram, pois mantenho o paciente psicologicamente sedado. Não existe um milagre. É uma terapia como qualquer outra, só que mais rápida. Desde que o paciente permita, conseguimos grandes mudanças. Em geral, com cinco sessões eu consigo excelentes resultados”, garante o especialista.

A técnica utilizada nesses procedimentos nada mais é do que a indução a uma concentração profunda, que possibilita que o profissional explore o subconsciente do paciente e ressignifique coisas, pessoas, lembranças, medos e outros fatores do seu emocional. Atingindo este patamar da mente do paciente, é possível analisar e dissecar problemas, encontrando suas origens, e assim acabar com ele.

O termo hipnose foi denominado no século XIX pelo médico francês Charcot. Antes disso, a técnica já era usada por alguns profissionais, como o médico alemão Franz Anton Mesmer, no século XVIII. Freud usou a hipnose em seus tratamentos práticos desde seu início, avançando no estudo da técnica. A hipnose, portanto, surge inicialmente como forma de auxiliar no tratamento de distúrbios.

Na hipnose condicionativa, o paciente é induzido a um sono terapêutico, onde o profissional consegue afastar o senso crítico da pessoa para guiá-la a estados de relaxamento e concentração e trazer melhorias significativas na sua saúde emocional e física.

 

 

Além dos transtornos citados, a hipnose também pode tratar pequenos problemas, como fobias de animais, objetos ou situações. O hipnólogo conta como funciona a ressignificação no tratamento:

 

 

Para Reinaldo Momo, é importante que a hipnose terapêutica seja utilizada por profissionais qualificados. Ele explica que o uso indevido das técnicas pode ser muito prejudicial à saúde do paciente, portanto, médicos e psicólogos são mais aptos a utilizar a hipnoterapia.

 

 

Fabiana Rocha Soares, 39 anos, passou pela terapia por hipnose. A gerente administrativa, moradora de Viamão, conta que procurou por diversos tipos de tratamento para ansiedade e outros problemas que enfrentava, até que em outubro de 2016 ela encontrou a hipnoterapia em uma busca na internet. Para Fabiana, o procedimento foi muito importante para que encarasse a vida de uma maneira mais positiva.

“Não tem palavras para descrever o quanto a hipnose mudou a minha vida. Depois da terapia com a hipnose eu me tornei uma pessoa mais confiante, mais decidida, aprendei a lidar com os meus medos. Até traumas que eu nem reconhecia e que vieram à tona, e depois disso eu mudei para melhor mesmo.”

Com traumas emocionais e ansiedade diagnosticada, Fabiana não tinha uma qualidade de vida plena desde a adolescência. “Eu tinha também fobia social, vamos dizer assim. Não gostava de estar em lugares onde tivesse muitas pessoas, eu já queria ir embora. Hoje não, já é o contrário: procuro estar sempre com muitas pessoas. Meus amigos mesmo observam o quanto eu mudei, que eu estou bem presente nas festas, aniversários, então realmente mudou muita coisa.”

“Eu não sabia, só ouvia falar da hipnose. No início a gente não sabe o que vai acontecer, mas devido aos depoimentos que vi, fui bem tranquila, consciente mesmo. E eu acho que a gente tem que ir e se entregar. Mesmo com aquele medinho, mas ao mesmo tempo, como a gente quer muito melhorar, a gente acaba se doando ao tratamento”, declara.

Fabiana comenta também da rapidez e da eficiência que o tratamento pela hipnose propõe: “O que eu entendi foi que ele faz uma ressignificação dos sentimentos, dos problemas. Na primeira sessão tu já sente uma diferença. Eu acabei fazendo cinco sessões, mas na terceira já vi resultado. Acabei concluindo que aquilo era o suficiente para mim. Eu me tornei uma pessoa mais paciente, sabendo lidar com situações que antes, para mim, eram um filme de terror. A gente sai de lá com uma sensação de bem-estar”, conclui.

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