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Sapiranga se une a outras cidades e protesta na Região Metropolitana

Dezenas de pessoas foram às ruas contra as reformas propostas pelo governo Temer

Aderindo às paralisações que tomaram conta do país nesta sexta-feira (28), a cidade de Sapiranga, na Região Metropolitana, também teve greve geral. Com o intuito de protestar contra as reformas da Previdência e trabalhista (esta aprovada recentemente na Câmara), o dia amanheceu em diversas regiões do país com órgãos fechados, transporte público sem circulação e muitas empresas e escolas deixando o dia como facultativo para ir ou não trabalhar e estudar, respectivamente.

Em Sapiranga, no fim da noite de ontem (27) e início da madrugada, quatro ônibus da Transportadoras Klein foram incendiados. Foram necessários três caminhões do Corpo de Bombeiros para apagar o fogo. A Brigada Militar (BM) isolou o local. Ao lado da Citral, a empresa é a principal responsável pela locomoção dentro da cidade.

Já a própria Citral, que, além das rotas municipais, é a única empresa que faz as intermunicipais da região, até a última quinta-feira assegurou internamente que todos os serviços seriam realizados com normalidade. Contudo, o que se viu nesta manhã de greve, marcada por protestos, foi que muitos ônibus não circularam. A empresa conta que suspendeu as atividades em toda a Região Metropolitana e Porto Alegre nesta sexta-feira.

Durante a manhã, um grupo de pessoas fechou a RS-239 no sentido Novo Hamburgo-Taquara por menos de uma hora. O mesmo grupo protestou no viaduto que liga o bairro São Luiz ao Centro. Já na Praça da Bandeira, a principal da cidade, coletivos e sindicalistas se reuniram para expor seu descontentamento com as reformas e buscaram alertar a população sobre os riscos que elas causarão a todos os trabalhadores. Escolas também estiveram presentes, como os estudantes do Grêmio Estudantil do Instituto Estadual de Educação de Sapiranga (IEES).

Já durante a tarde, tudo foi mais tranquilo. O único ato ocorreu a partir das 14h, com saída no Sindicato Rural de Sapiranga (Fetag), com passagem pela Praça da Bandeira, prefeitura, paradas em órgãos como o Ministério Público e o comitê do deputado federal sapiranguense Renato Molling (PP), que votou favoravelmente à reforma trabalhista. Aliás, Molling, que já foi prefeito da cidade e é casado com a atual prefeita, Corinha Molling, recebeu diversas críticas durante toda a caminhada, acusado de estar contra trabalhadoras e trabalhadores ao votar pela reforma.

Manifestantes penduram bandeiras no comitê do deputado federal Renato Molling (PP). Foto: Fernanda Salla

Manifestantes penduram bandeiras no comitê do deputado federal Renato Molling (PP). Foto: Fernanda Salla/Beta Redação

No ato da tarde, fizeram parte organizações como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Sindicato dos Servidores Municipais de Sapiranga (Sismus), Federação dos Municipários do Estado do Rio Grande do Sul (Femers), Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul (Sindjus/RS) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Nomes importantes da política da região, como o ex-prefeito Nelson Spolaor (PT) e o deputado estadual Tarcísio Zimmermann (PT), fizeram parte da caminhada e assumiram o microfone por determinados momentos, discursando contra a reforma e a agressão que a mesma representa, na visão deles, aos direitos dos trabalhadores.

O ato foi iniciado com uma faixa da Fetag com os dizeres “Somos contra a Reforma da Previdência Social: nenhum direito a menos”, seguido por quatro tratores, para mostrar a importância da agricultura local e como as reformas prejudicarão trabalhadoras e trabalhadores rurais. Após mais de duas horas, a movimentação acabou no ponto de início: o Sindicato Rural de Sapiranga, na Rua Quintino Bocaiúva, Centro. Lá também estava à espera um ônibus que veio de Taquara como excursão. Por fim, líderes do ato convidaram a todos para irem à cidade de Dois Irmãos, onde as manifestações continuariam.

Durante todo o percurso, apenas um carro da Brigada Militar de Sapiranga esteve presente ao fundo da caminhada. O ato foi pacífico e não causou nenhum incidente. Muitas pessoas na rua pararam nas calçadas para ver as movimentações. Majoritariamente, as pessoas eram favoráveis aos protestos, principalmente trabalhadores em atividade. Para os manifestantes, esse é um importante ato inicial de outros que virão na luta para garantir o direito dos trabalhadores. E, a propósito, a data de 28 de abril não foi escolhida à toa no país: é o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho.

Confira as fotos das manifestações desta tarde em Sapiranga

Greve Geral: Sapiranga

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