Cultura

Green Day promove revolução interna em novo álbum

Banda volta às origens em sua nova produção

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Quatro anos após o lançamento do último álbum, ¡Uno! ¡Dos! ¡Tré!, a banda norte americana Green Day voltou com tudo em 2016 apresentando o Revolution Radio. Esse disco foi gravado inteiramente pelo trio composto por Billie Joe Armstrong (vocalista e guitarrista), Mike Dirnt (baixo) e Tré Cool (bateria) – todas as produções lançadas após o ano de 2009 contaram com a participação do guitarrista Jason White.

O álbum – que atingiu o topo da Billboard 200 logo na semana de lançamento, comercializando cerca de 95 mil unidades somente nos EUA –, nasceu em meio a um caos existencial devido aos problemas pessoais de Billy Joe, envolvendo drogas e reabilitação. Muito por conta disso, as músicas seguem uma tendência contestatória, mostrando claramente o ponto de vista da banda perante as eleições americanas, por exemplo, em “Revolution Radio”:

 

“Under the stars and stripes / For the lost souls that were cheated / We will be seen, but not be heard”.

“Sob as estrelas e listras da bandeira dos Estados Unidos / Para as almas perdidas que foram enganadas / Seremos vistos, mas não ouvidos”.

 

Entre as músicas que contestam o conturbado momento pelo qual o mundo todo está passando, temos “Bang Bang” e “Troubled Times”. As duas músicas possuem aproximadamente três minutos e vão direto ao ponto: dinâmica de ritmos que trazem a sensação de explosão durante o refrão, bem construídas e eficientes. As duas produções lembram bastante o punk rock apresentado pela banda no terceiro CD, Dookie, lançado em 1994.

 

“Bang, bang, give me fame / Shoot me up to entertain/ I am a semi-automatic lonely boy / (You’re dead, I’m well fed)”.

Bang, bang, me dê fama / Atire em mim para entreter / Eu sou um garoto solitário semiautomático / (Você está morto, eu estou bem alimentado).

 

Mais do que letras contestadoras, a energia dos velhos tempos parece ter retornado à banda. Em “Say Goodbye” e “Youngblood”, por exemplo, percebemos um misto de leveza e agressividade que fazem com que o ouvinte queira cantar junto, gritando os refrões – grudentos, no bom sentido – que ficam gravados mesmo depois que o disco termina.

 

“Say goodbye to the ones that we love (4x) / Diga adeus àqueles que amamos”

“Say hello to the cops on patrol (4x) / Diga olá aos policiais em patrulha”

“Say a prayer for the ones that we love (4x) / Faça suas preces àqueles que amamos”

 

Para não perder o costume, o álbum tem como última faixa a balada acústica “Ordinary World”, que tem tudo para virar um dos próximos hits do Green Day, trazendo a mesma sofisticação melódica apresentada desde o lançamento de American Idiot (2004).

 

“Baby, I don’t have much / But what we have is more than enough / Ordinary world”.

Querida, eu não tenho muito / Mas o que nós temos é mais do que suficiente / Um mundo normal”.

 

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Revolution Radio é, sem dúvidas, o álbum mais espontâneo do Green Day em muitos anos. É um álbum feito por eles e para eles, principalmente, soando quase como um tributo à banda, que completa 30 anos em 2017.

Recentemente, o Green Day lançou os clipes de “Bang Bang” e “Say Goodbye” e ambos já foram assistidos mais de 1 milhão de vezes somente no YouTube.

Clique e ouça o álbum na íntegra no Spotify.

 

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