Política

Engajamento entre alunos e professores da UERGS reforça a luta pela instituição

Em 16 anos, a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul têm um histórico marcado por desafios e conquistas

A Universidade é distribuída em 24 unidades do estado e oferece cursos conforme a demanda de cada região

A Universidade é distribuída em 24 unidades do estado e oferece cursos conforme a demanda de cada região. Foto: David Alves/Palácio Piratini

Criada em 10 de julho de 2001, a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, ultimamente vem sendo questionada sobre o seu futuro. Com 24 unidades e com 4.080 alunos, ela abrange todas as regiões do Estado. O objetivo de ter uma estrutura assim é poder ter envolvimento com a comunidade, já que a instituição oferece os cursos conforme a demanda de cada lugar. Em Vacaria, por exemplo, são ofertados cursos da área rural, como Ciências Agrárias e Curso Superior de Tecnologia em Fruticultura. Inicialmente o papel da UERGS é formar profissionais para que possam trabalhar nas suas regiões, sem precisar se deslocar para os grandes pólos universitários.

Porém, o futuro da instituição é tão questionável que acaba gerando alguns embates. No último mês, os alunos ocuparam por 21 dias o prédio 11 do campus central da universidade, localizado em Porto Alegre. O objetivo da ocupação era a liberação do prédio para que os alunos assistissem às aulas, uma vez que a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), em parceria com o governo do Estado, tinha feito um contrato para que a universidade pudesse receber as aulas naquele espaço. O governo, porém, parou com o repasse à CEEE.

Conforme a reitora da instituição, Ariza de Araújo da Luz, essa situação está sendo normalizada. “O objetivo do campus Porto Alegre é que a unidade pudesse ficar toda localizada no espaço que hoje funciona o Centro Técnico de Formação (CETAF). Isso foi uma política implantada para que tivéssemos essa condição. O prédio 11 ocupado pelos alunos é um local que passaria para a UERGS após o encerramento dos cursos que a CEEE realiza”, declara. A Reitora ainda esclarece que as negociações com a CEEE seguem, mas conforme o acordo judicial, o espaço é compartilhado, o que acontece em todas as outras unidades da universidade.

Para a estudante do quinto semestre de Administração Sistemas e Serviços de Saúde, Laura Ramos, que também é coordenadora geral do Diretório Central dos Estudantes, o aluno da UERGS se diferencia pelo fato de ser um aluno que se mobiliza com as questões da universidade. A jovem entrou na instituição em 2015 e desde então se empenha com os assuntos de interesses dos alunos e com o futuro da universidade. “A maioria dos alunos tem uma vida paralela à universidade, porém todos abraçam as causas, principalmente quando a questão é o futuro da instituição, pois pensamos que essa universidade não é só nossa nesse momento, ela vai pertencer também aos nosso filhos”, comenta. Conforme Laura, os professores são próximos aos alunos e entendem as dificuldades da universidade. “ Os professores dão aulas em várias unidades, e além de tudo compreendem os alunos e lutam junto conosco pela UERGS”, explica.

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