Esporte

Futevôlei: uma prática que veio para ficar

Modalidade vem ganhando adeptos que procuram aliar atividade física com esporte e competição

Um esporte ou uma atividade física? Não importa. O futevôlei – modalidade que alia técnicas do futebol com algumas regras do voleibol – vem ganhando cada vez mais adeptos pelo Brasil e agora invade os clubes de Porto Alegre. Criado originalmente nas areias das praias cariocas, na década de 1960 pelo ex-jogador de futebol Tatá, a pratica une exercícios de coordenação motora, de força e de fundamentos. O resultado: uma atividade completa, como conta o administrador João Pedro Castilhos, 26 anos, sócio do Time Villeroy. “Os treinos englobam momentos de aquecimento/alongamento, fundamentos, parte física e situação reais de jogo como ataque, defesa e posicionamento.”

Embora popular em cidades praianas, foi nos últimos três que a modalidade teve um verdadeiro boom na capital. A administradora Fernanda Andreolli, 33 anos, foi uma das que decidiu se aventurar no futevôlei neste período. Praticante há seis meses, ela conta que os resultados são imediatos. “O futevôlei garante um bom condicionamento físico e também ajuda no emagrecimento – perdi 4 kg desde que iniciei. É um esporte bem completo – para o corpo e para a alma. Decidi entrar pelo desafio de superar meus limites, pois no começo não acreditei que conseguiria”, destaca.

 

 

Fernanda conta que o futevôlei é a única atividade de que não abre mão. Foto: Arquivo pessoal

Fernanda conta que o futevôlei é a única atividade de que não abre mão. Foto: Arquivo pessoal

 

Apesar de levar no nome a união de outros dois esportes, o futevôlei não é voltado apenas para praticantes de futebol ou para quem habilidade com os pés. “O futevôlei é para qualquer um. Muitos dos melhores jogadores do mundo nunca jogaram futebol”, conta João Pedro.

"O futevôlei muda a vida das pessoas e veio para ficar", afirma João Pedro. Foto: Arquivo pessoal

“O futevôlei muda a vida das pessoas e veio para ficar”, afirma João Pedro. Foto: Arquivo pessoal

 

No Time Villeroy – primeira escola de futevôlei do Rio Grande do Sul,  criada há dois anos, são cerca de 120 alunos que praticam os treinos de segunda a sexta. Segundo João Pedro, 60% do público é formado por homens e o restante por mulheres. São cinco treinadores escalados para treinar os interessados, que devem desembolsar o valor de R$ 170 mensalmente para participar das aulas. Estas ocorrem em três locais: Clube da Areia, único complexo de areia coberto do RS com quadras oficiais de futevôlei, Petrópole Tênis Clube e MAP Sports, na Zona Sul de Porto Alegre.

Esporte é bem eclético e para todos os públicos. Foto: Gabriel Munhoz

Esporte é bem eclético e para todos os públicos. Foto: Gabriel Munhoz

 

O corretor de imóveis Mário Guaranha, 25 anos, aluno do Time Villeroy, joga futevôlei há quatro anos. Ele descobriu o esporte em Balneário Camboriú (SC), quando morava na cidade. “Vi o pessoal jogando e comecei a praticar também. Hoje treino de duas a quatro vezes por semana – dependendo da minha agenda”, conta.

Mário já ganhou dois torneios intermediários e um misto. Foto: Arquivo pessoal

Mário já ganhou dois torneios intermediários e um misto. Foto: Arquivo pessoal

 

Apesar de uma dificuldade inicial de movimentação na areia, Mário destaca que a atividade é de rápida absorção e acessível para todos. “Os principais benefícios que o futevôlei me trouxe foram a disciplina, a melhora notável na saúde, além da mobilidade”, conta. Um aspecto, contudo, Mário faz questão de destacar: os laços que o esporte proporciona. “Estou em sete grupos de WhatsApp de apaixonados por futevôlei. Marcamos jogos e encontros. Quase todo final de semana, quando não treino, estou jogando com os amigos”, brinca.

Além dos treinamentos, os praticantes do futevôlei do Time Villeroy participam de campeonatos – às vezes entre os companheiros de time, outras contra equipes de outros estados. “Participamos de jogos em Santa Catarina, no Paraná e em algumas cidades. Inclusive um dos nossos treinadores, o Titi, possui um título internacional”, conta João Pedro. Que finaliza: “Temos casos muito legais de pessoas que mudaram completamente seus hábitos. Algumas saíram de depressão profunda e hoje tem uma vida muito mais sociável e são felizes. Outros alunos perderam mais de 10 kg em 3 meses e estão muito bem”. Independente do rótulo ou de como pode ser definido, uma coisa é certa:  para quem pratica, o futevôlei é um lema de vida.

Entenda as regras:

Disputada em uma quadra de vôlei – parecida com a de vôlei de praia, com medidas de 9 m de largura e 18m de comprimento, é dividida ao meio por uma rede com 2,20 m de altura.

É jogado em sistemas de duplas, trios ou quartetos masculinos, femininos ou mistos. Deve-se tocar a bola com qualquer parte do corpo, exceto os braços, antebraços e as mãos, como no futebol.

Cada equipe pode dar até três toques na bola, sendo que um jogador não pode tocar duas vezes seguidas, tal como no vôlei ou vôlei de praia.

O jogo é disputado como no vôlei em sets (de 18 pontos sem vantagem). Os pontos são marcados quando a bola cai na quadra adversária, quando é desviada para fora das quadras pelos jogadores, quando algum atleta toca na rede, ou quando a bola bate em qualquer outro jogador e toca no chão.

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