Esporte

Futebol sete: muito mais que as peladas do final de semana

O esporte se popularizou no Brasil nos últimos anos. Tradicional palco das peladas dos finais de semana, o gramado sintético se tornou palco de competição.

Os gramados sintéticos de futebol sete já não são só sinônimo das peladas de final de semana, eles viraram mais que um hobbie para alguns jogadores. Diversos campeonatos e torneios se espalham pelo país. Futebol sete é uma variação do futebol de campo, com menos jogadores, seis na linha e um no gol, com praticamente as mesmas regras. O objetivo final é o mesmo, marcar gols na goleira adversária. É denominado assim no Brasil, ao contrário do resto do mundo que chama de futebol society, pois no registro não era admitido nomes estrangeiros.

 

Substituindo as chuteiras de travas altas, e a grama natural por travas baixas e gramado sintético, esporte se popularizou no Brasil. (Foto: Divulgação)

 

A primeira federação deste segmento foi a Federação Gaúcha, fundada em 1987. De lá pra cá, diversas confederações e ligas foram se criando e organizando torneios pelo país. É o caso da Liga Inter-regional de Porto Alegre, a LIRPOA. Administrada pelo estudante de engenharia, Thiago de Moura, que fez do futebol sete sua paixão, a liga foi fundada há nove anos e só tem crescido. “A partir de 2015, entidade tomou proporções muito maiores, com a migração das pessoas para o esporte, a competição tornou-se mais competitiva e organizada, foi necessária grande melhoria para trazer qualidade para as equipes. Desde então a Liga Inter-regional vem crescendo muito, hoje contamos com 100 equipes divididas em quatro séries e o nosso mais novo projeto, o futebol feminino, sendo implementado aos poucos”, destaca Moura.

Entre os times que disputam os torneios da LIR está o Sport Club Nova Era, fundado em 2012 e que atualmente está na série especial da liga. Para Giovanni Ferreira, estudante de 23 anos e jogador do Nova Era, o futebol sete é mais que um simples esporte. “Estou há sete anos no futebol amador, ele significa, para mim, manter as amizades que fiz durante o tempo de colégio”, conta Ferreira. Apesar da paixão, ele destaca alguns pontos de dificuldade da prática do esporte. “Tem pouca segurança, até hoje meu time nunca se envolveu em brigas, mas já vi outras equipes que acabaram estragando o espetáculo. Outro item seria a federação valorizar mais os clubes, investir mais. A maioria dos clubes, se não todos, tem que correr atrás de tudo, patrocinadores, inscrição, entre outras coisas”, finaliza Ferreira.

Sport Club Nova Era subiu para a divisão especial da Liga neste ano. (Foto: Divulgação)

 

O futebol sete é visto como competição para os que frequentam os torneios, mas não deixa de ser uma diversão. Para William Vieira de Freitas, 25 anos, que é representante de vendas, o hobbie é um momento de descanso. “Hoje com 25 anos tenho meus compromissos, mas mesmo assim procuro um tempinho para me divertir, espairecer, esquecer os problemas que o dia a dia me proporciona e também poder competir com pessoas que como eu, são apaixonadas por este esporte”, conclui Freitas.

 

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