Cultura

Felipe Camargo, o homem de 3 bandas e 1 sonho: cantar

Cantor de Canoas conta sobre sua trajetória na música - e em 3 bandas

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Felipe Camargo. Foto: Arquivo Pessoal

Não importa onde esteja, Felipe de Almeida Camargo, 28 anos, só quer cantar. Seu sonho, desde os 9 anos, era ser vocalista de uma banda. Sempre teve aptidão para a música e, por isso, aprendeu a tocar violão e cantar no microfone ainda quando pequeno. Mas foi aos 17 anos que tudo começou a mudar.

Felipe Camargo criou, em 2005, a banda Chargy junto de seu amigo, Bruno Silva (o “Feio”), para participar de um show de talentos na escola onde estudava, em Canoas (RS). Aquela foi a primeira oportunidade que teve para mostrar as suas habilidades e perceber que poderia enfrentar um palco de verdade. Desde então, nunca mais parou.

A banda Chargy produzia muitas músicas autorais de rock e cantava para os alunos da escola sempre que havia um “recreio especial”, como era chamado no Colégio Maria Auxiliadora. Depois, com a banda, apresentou-se em diversos colégios de Canoas e região, em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, e na televisão, no canal TVE.

Em 2009, a Chargy tocou em Itapetininga, em São Paulo, juntamente com a Restart, na época muito famosa. E, em 2010,  ganharam o prêmio de Melhor Banda de Canoas ao disputarem com outros 50 grupos.

O sonho de Camargo cresceu ainda mais. Embora a Chargy seja a banda pela qual tem muito carinho – e onde começou -, conheceu novas pessoas e, assim, também integrou a banda Imaybe, com outros amigos, em 2010. Porém, a sua participação só durou até 2011.

Com o fim do grupo, surgiu a Comedy. A terceira banda que Camargo participou durou quatro anos e também era embalada pelo ritmo do rock gaúcho.

Banda Comedy. Foto: Arquivo Pessoal

Banda Comedy. Foto: Arquivo Pessoal

A Chargy, no entanto, é a única que permanece no dia a dia de Camargo. Ele diz que, atualmente, a banda já não ocupa mais a sua rotina como antes e, inclusive, não pensa mais em seguir nela como profissão. Mas sempre que sobe em um palco, realiza o maior dos sonhos: o de cantar independente de onde estiver.

Confira a entrevista:

Você já participou de 3 bandas. Por quê?

A verdade é que a minha maior vontade, desde que me conheço por gente, era de ser vocalista. Não interessava onde seria: se seria na banda X, Y ou Z. Criar a Chargy foi uma realização de um sonho. Só que, em seguida, ao conhecer novos amigos, tive a grande oportunidade de participar de mais duas bandas, das quais gostei muito. Não me arrependo de ter vivido momentos com 3 grupos de pessoas diferentes, com 3 públicos diferentes e com 3 linhas diferentes.

Banda Imaybe. Foto: Arquivo Pessoal

Banda Imaybe. Foto: Arquivo Pessoal

Dentre elas, qual te marcou mais?

A Chargy é a banda que tenho mais tenho carinho, já que foi nela que tudo começou. Conquistamos várias coisas, abrimos shows, nos apresentamos para quase 1000 pessoas (o que é incrível para nós) e crescemos bastante. A gente ficou bem conhecido em Canoas, e isso me deixa muito feliz. A Imaybe, no entanto, cresceu de forma exponencial. Inclusive, chegou a ser cogitada para tocar no Planeta Atlântida. Era um sonho meu!

Por que você saiu das bandas?

Ah, o que acontece é que começam a surgir discordâncias e a gente acabou se separando. A Chargy permanece, inclusive com o meu amigo, o Feio.

Qual foi o momento mais marcante com a Chargy?

Com certeza foi quando nos apresentamos em Itapetininga, em São Paulo. O melhor? Assim que a gente terminou o show, já havia mais 10 agendados para a Chargy em São Paulo. Surreal.

Quem está na Chargy hoje?

Hoje tem o Boy (bateria), Leo (guitarra e vocal), Miguel (baixo) e o Feio (guitarra e vocal).

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Banda Chargy. Foto: Arquivo Pessoal

Quais foram os momentos mais marcantes para ti como cantor?

Além desses que eu já citei, o de cantar em São Paulo e ser cogitado para cantar no Planeta Atlântida, eu tive oportunidade de trabalhar como produtor musical de um cantor que eu admiro muito, o Duca Leindecker. Conheci também o Humberto Gessinger, e isso me abriu muito as portas e ampliou a minha visão como cantor. Na época que trabalhei com ele, o Duca estava sem banda para abrir os seus shows em Joinville e Curitiba. Os meus colegas falaram para ele: “O Tarta (como me chamavam lá) manda muito! Chama ele!”. Assim, abri shows do Duca, e isso foi muito bacana! Ah, e também teve uma coisa muito legal. Conheci o Badauí, do CPM 22, e ele elogiou o meu trabalho.

Quem te inspira como cantor?

É difícil dizer apenas um cantor. Como tive oportunidade de trabalhar com o Duca, considero ele minha principal inspiração. Além de ótimo cantor, ele que compõe suas próprias músicas, o que faz sua interpretação ainda mais sincera.

Por que você decidiu cantar mais como hobbie hoje?

Eu penso que, em todo Brasil, existem bandas formidáveis, com letras e melodias maravilhosas. Só que é refém de um público  fechado para determinados estilos que estão na moda. Isso acaba fazendo com que bandas com poucos recursos de mídia e sem grandes empresários acabem “caindo”. Eu nunca considerei a Chargy abaixo de muitas bandas no Brasil, mas esse cenário acaba desanimando.

O que significou a criação das bandas para você?

Nossa, eu amava participar delas, cantar em frente às pessoas e ver o reconhecimento. Era tudo o que eu mais gostava de fazer. Mas eu diria mais: foram momentos incríveis da minha adolescência e que eu nunca vou esquecer. Cantar sempre foi – e sempre será – a realização de um sonho.

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