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Feira orgânica e plataforma colaborativa promovem alimentação saudável

Projetos reforçam a importância dos alimentos orgânicos para a saúde o meio ambiente

13510547_1022585414524370_1593022308_nOs dias parecem cada vez mais curtos, diante da rotina que levamos atualmente. Ações básicas tem sido “otimizadas” para que sejam mais rápidas. Descansar à noite tornou-se cochilar entre uma mensagem e outra do celular. Passar um tempo com a família ou amigos virou trocar palavras e emojis no grupo do WhatsApp. Cozinhar e se alimentar se transformou em colocar um congelado no microondas ou passar no fastfood mais próximo.

No entanto, com tantos problemas para a  saúde e o meio ambiente que estes maus hábitos tem criado, ao menos a parte da alimentação parece estar sendo retomada. A cultura da comida orgânica tem ganhado mais espaço e a procura por feiras e restaurantes deste estilo comprova certa preocupação das pessoas. “Optei por uma alimentação orgânica por saúde e por um estilo de vida que ande junto com o que eu acredito. Pratico meditação e terapias naturais e creio que a comida é um remédio. O fato de apoiar pequenos produtores e me sentir enganada por grandes redes de supermercados que possuem pouca qualidade nos alimentos também influenciou na decisão” justifica a jornalista Sabrina Bochi dos Santos, de Porto Alegre.

Mesmo com mais interesse por parte da população, dentro da cidade ainda é um desafio comer somente alimentos orgânicos, se você não tem uma horta em casa. “São poucas feiras orgânicas, e no supermercado eu não confio muito se é orgânico mesmo. Sem contar que os produtos ainda são mais caros. Quando vou pro interior, na casa dos meus pais, busco alimentos nas feiras de lá, que são dos próprios produtores”, explica Sabrina.

Percebendo essa dificuldade, alunos de Jornalismo Online, do curso de Jornalismo da Unisinos, criaram o projeto Tenda Viva, que consiste em uma plataforma colaborativa com o objetivo de conectar a agricultura familiar ao consumo de produtos orgânicos no meio urbano. “Nós fizemos um mapeamento de feiras e produtores de alimentos orgânicos certificados no Vale dos Sinos e região metropolitana de Porto Alegre e disponibilizamos no nosso site“, explicou a estudante de Jornalismo Rita Garrido. A plataforma, que já tem mapeados mais de 60 pontos de comercialização de alimentos orgânicos, é complementada por uma fanpage no Facebook e um blog, onde eles publicam produções jornalísticas relacionadas à saúde, sustentabilidade e alimentação orgânica.

 

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Criadores do projeto Tenda Viva apresentaram plataforma de mapeamento colaborativo para o público, em evento de lançamento. (Foto: Jonara Cordova)

 

Junto ao projeto, o Instituto Humanitas da Unisinos, em parceria com acadêmicos dos cursos de gastronomia, Nutrição, Biologia, Engenharia de Alimentos e Serviço Social, passou a realizar a Ecofeira Unisinos, que ocorre todas as quartas-feiras no campus São Leopoldo. “Nosso propósito com a feira é promover a alimentação com qualidade, um comércio justo e o consumo consciente, estreitando a relação da comunidade acadêmica com a comunidade local”, declarou a professora do curso de Serviço Social e integrante do IHU, Marilene Maia.

Durante a segunda edição da Ecofeira Unisinos, realizada na tarde da quarta-feira (15/06), Joselito Müller era um dos produtores de orgânicos que estava presente. Para ele, a alimentação orgânica é uma questão de preservação da saúde e do meio ambiente. “Dentre muitos benefícios podemos destacar a preservação do solo e dos rios, pois o impacto ambiental é mínimo. O indivíduo que consome orgânico, além de contribuir com a natureza preserva sua saúde, pois os malefícios causados por agrotóxicos são devastadores no organismo, podendo levar a doenças como o câncer”, ensina.

A feira ocorre semanalmente, todas as quartas-feiras, na Unisinos. (Foto: Fernanda Forner)

A Ecofeira Unisinos ocorre semanalmente, todas as quartas-feiras, no campus São Leopoldo. (Foto: Fernanda Forner)

 

Além de participar de feiras , Joselito é criador da Eco Müller, um espaço localizado em Lomba Grande, Novo Hamburgo, que possui certificado de conformidade orgânica, trabalhando com a produção de hortaliças orgânicas e com o serviço de ecoturismo. “Identificamos a necessidade de um espaço voltado para receber pessoas que buscam uma alimentação saudável, bem como para orientar as crianças e jovens sobre a importância dos orgânicos e da preservação do meio ambiente para as futuras gerações”, relata.

Espaços como a Eco Müller, a Ecofeira, restaurantes especializados em comidas orgânicas, além de projetos socioambientais, têm surgido com o objetivo de promover a alimentação saudável. Em tempos de tanta correria, em que tudo parece passar em um piscar de olhos, ironicamente acabamos nos esquecendo de nosso futuro. E o que comemos hoje diz muito sobre a vida que teremos (ou não) daqui há alguns anos.

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