Economia

Feira Estadual de Economia Solidária chega à 17ª edição em Porto Alegre

Evento que traz confecções, artesanatos e produtos de agricultura familiar acontece no Largo Glênio Peres

Evento acontece no Largo Glênio Peres até o próximo sábado (5). / Foto: Sabrina Stieler

Evento acontece no Largo Glênio Peres até o próximo sábado (5). / Foto: Sabrina Stieler

Com o final do ano se aproximando, vendedores e estabelecimentos se preparam para lucrar com as festas. Enquanto a maioria se preocupa com o lucro que a época do ano gera, outros apresentam uma opção diferente de produzir, gerar e distribuir renda. Nesta segunda-feira, o Largo Glênio Peres, em Porto Alegre, recebe a 17ª Feira Estadual de Economia Popular Solidária. O evento, que vai até até o próximo sábado (5), conta com mais de 900 expositores trazendo confecções, artesanatos e produtos de agricultura familiar.

A Feira conta com um estande de alimentação urbana e 20 de agricultura familiar, onde participam quatro cooperativas e 26 agroindústrias. Isso representa mais de mil produtores que trazem seus produtos do campo para a cidade. Além disso, mais de 660 expositores se dividem entre 88 estandes de artesanato (confira as fotos na página do Facebook).

No estande do Fórum de Economia Solidária de Novo Hamburgo, a coordenadora Elise Backes de Carvalho, 54 anos, expõe produtos do grupo Artes Integradas. “Temos artesanato com vidro, tecido, biscuit. Até com restos de couro”, conta ela. Para Elise, que participou da Feira pela primeira vez em 2006, o evento deve ser encarado como uma oportunidade pelo público. “Os produtos são diferenciados por serem artesanais, e o preço também é mais acessível”, comenta.

Segundo Vera Bortolini, uma das coordenadoras do evento, mais de 9 mil pessoas circulam por dia dentro da estrutura de 1400m². “Estamos bem no coração da cidade, desde as 8h está bombando”, comenta. Para ela, a lei que determina a realização da Feira no Largo Glênio Peres foi um dos avanços para o núcleo de Economia Solidária em Porto Alegre. “A prefeitura cede o espaço e depois cada grupo colabora com as despesas”, explica.

De acordo com Vera, muitas pessoas expressam vontade de participar do Fórum Municipal de Economia Solidária de Porto Alegre durante o evento. “Nós temos uma ficha de inscrição. Em março, chamamos os inscritos para uma reunião e explicamos como funciona”, explica ela. Hoje, o Fórum conta com 95 grupos, cada um composto por um mínimo de cinco pessoas.

Por um comércio justo e consumo consciente

De acordo com o Fórum Municipal de Economia Solidária de Porto Alegre, todos os expositores são empreendimentos geridos por pessoas que trabalham coletivamente e geram renda e inclusão social através de seus produtos e serviços. A Economia Solidária é caracterizada pela não exploração do outro e não destruição do meio ambiente, e busca através da cooperação a garantia da sustentabilidade de todos.

Os produtos expostos são encarados como “objetos carregados de cidadania, exclusividade, bom gosto e humanidade”. De acordo com o segundo Mapeamento Nacional de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES), realizado pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), finalizado em 2013, mais de 19,7 mil empreendimentos foram encontrados no Brasil. No Rio Grande do Sul, o número chega a mais de 6,7 mil.

Quer conhecer mais sobre a Economia Solidária no Estado? Dá um pulo na Casa de Economia Solidária (Rua Vigário José Inácio, 303).

Lida 788 vezes

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por favor resolva a equação * Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.