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Fé dá forças para pessoas vencerem o vício

Através de grupos e retiros, igrejas ajudam dependentes químicos.

O consumo de drogas é um problema cada vez mais crescente no Brasil, seguindo uma tendência mundial. Segundo a Organização das Nações Unidas – ONU, 29 milhões de pessoas no mundo são dependentes de algum tipo de droga, que mata mais de 200 mil por ano no mundo. Mas a fé pode tirar muitos dependentes deste caminho, que nem sempre tem volta.

Na Capital e região metropolitana as igrejas evangélicas ajudam dependentes a vencerem o vício através da fé, com grupos de apoio e retiros terapêuticos. Para Everson Lima de Paula, 37 anos, a fé salvou sua vida através do Grupo de Inclusão Social e Tratamento de Drogas e Álcool (GISEDA). “Eu nasci e cresci no meio do tráfico e do consumo de drogas, isso durou 25 anos, até conhecer um amigo que me mostrou um caminho. Foi um milagre de Deus na minha vida. Eu conheci o grupo e passei por todos os passos, da entrevista e acolhimento ao retiro”, conta. Atualmente Everson frequenta a igreja Assembleia de Deus e faz parte da equipe de conselheiros monitores do GISEDA. “É bom poder dar o meu testemunho e mostrar esperança para os que aqui chegam buscando ajuda”, explica. O grupo funciona há 11 anos e mantém um retiro em Bom Retiro do Sul, onde os dependentes fazem um tratamento de seis meses a um ano, junto com médicos, psicólogos e outros profissionais que ajudam na recuperação. O custo do retiro é R$ 600,00 para seis meses de internação.

 

Retiro terapêutico / Foto: Reprodução GISEDA

 

O pastor João Vitor Martins, da Igreja Universal do Reino de Deus, trabalha há um ano no auxílio a dependentes e conta que muitas famílias procuram por ajuda na instituição. “Muitas mães, pais e irmão vem até nós porque um familiar está viciado, sofrendo. Nós fazemos o que podemos, através de aconselhamentos e evangelização”, conta. Para P. R. da Silva, 39 anos, auxiliar de limpeza, a luta é muito difícil, ainda mais quando se está sozinho. “Eu vim de Pelotas há quase 16 anos, sozinho, com a cara e a coragem, não conhecia ninguém. Caí em uma vida de vício, primeiro a maconha, depois me deram cocaína para experimentar e então eu me perdi. Um dia na rua um pastor me deu comida e me disse para ir no culto. um tempo depois eu fui e a palavra de Deus me salvou. Minha família não sabe pelo que eu passei, o que eu sofri sozinho, mas hoje eu estou bem”, conta emocionado.

Daniele Rocha, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, conta que a instituição também realiza trabalhos que auxiliam dependentes no processo de recuperação. “Nós temos esse trabalho com fiéis através de apoio nos cultos ou com aconselhamentos pessoais com os pastores. Também temos uma clínica, para onde direcionamos os casos mais graves”, explica.

Não há um levantamento de dados nacional sobre como a religião ajuda dependentes químicos a superarem o vício através da fé, mas os relatos mostram que a espiritualidade pode ser um caminho.

 

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