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Famílias em situação de vulnerabilidade são o foco de Campanha do Agasalho de NH e SL

Cidades do Vale do Sinos possuem cadastros de pessoas que necessitam de ajuda, especialmente no frio

Banco do Agasalho de São Leopoldo / Foto: Secretária de Desenvolvimento Social de SL

Roupas doadas para a Campanha do Agasalho

O inverno começa oficialmente apenas no dia 21 de junho, mas as temperaturas de diversos municípios do Rio Grande do Sul já se equivalem às registradas na estação mais fria do ano. Algumas cidades, inclusive, começaram a Campanha do Agasalho mais cedo, como é o caso de Sapiranga, que deu início à iniciativa ainda nos primeiros dias de maio. Contudo, outras cidades do Vale do Sinos, como São Leopoldo e Novo Hamburgo, irão lançar a ação oficialmente no dia 5 de junho e 29 de maio, respectivamente.

A cada ano, são doadas inúmeras peças nos pontos de coleta, que ficam localizados em vários locais dos municípios. “Além do próprio Banco do Agasalho, em anos anteriores alguns dos parceiros foram: secretarias municipais, Klabin, Banco do Brasil, Colégio Concórdia, Colégio Sinodal, Imobiliária Vila Rica, Jornal Vale do Sinos, Unisinos, supermercados, Polícia Rodoviária Federal, Super Rissul, lojas, postos de combustíveis e empresas da cidade”, enumera Carolina Cerveira, diretora da Proteção Social Básica da Secretária de Desenvolvimento Social de São Leopoldo.

O destino, segundo ela, é sempre o mesmo: famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social. “O município conta com o Banco Municipal do Agasalho, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social, situado no Ginásio Municipal Celso Morbach”, explica, acrescentando que a campanha dura o ano todo, mas o foco principal é o período do inverno, quando há maior procura por parte das famílias. “Nós temos o cadastro dessas pessoas que precisam de ajuda e elas podem ir aos locais retirar o que mais necessitam”, destaca.

O formato da iniciativa permanece praticamente o mesmo todos os anos. No entanto, Carolina ressalta que, em 2017, não haverá atuação conjunta com o Gabinete da Primeira Dama. “Este ano teremos essa diferenciação, pois, na atual configuração da Administração Pública, não existe Gabinete da Primeira Dama”, justifica.

Em 2016, Novo Hamburgo recolheu quase 20 mil peças

Programada para começar em 29 de maio, a Campanha do Agasalho hamburguense tem a expectativa de receber pelo menos o mesmo número de doações do ano anterior, que, de acordo com a assessora das políticas públicas sociais do município, Viviane Patrice Flores, foi 19,5 mil peças. “Teremos, neste ano, vários pontos de coleta. Até o momento, já temos 75 cadastrados”, pontua, destacando que as empresas que quiserem receber doações podem aderir.

A profissional informa que, assim como São Leopoldo, Novo Hamburgo também possui um cadastro com as famílias que vivem em situação de vulnerabilidade ou que passaram por alguma situação difícil, como enchentes e derivados. No entanto, Carolina ressalta que entidades, instituições e lares que precisarem de doações também podem se cadastrar para receber o que estiver sendo necessitado. “Já trabalhamos neste formato há algum tempo”, diz.

A campanha irá durar oficialmente 70 dias (ela segue até 5 de agosto), mas, caso necessário, não há problemas em estendê-la. “Nós vamos ver como será, mas esperamos que as pessoas doem com o coração e, portanto, que sejam peças em bom estado”, completa.

Ação beneficia os mais necessitados

André Lima, que mora no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo/RS, recebeu, nos últimos dois anos – 2015 e 2016 – peças doadas pela prefeitura de Novo Hamburgo. “No último inverno, especialmente, enfrentamos um alagamento no nosso bairro e acabamos perdendo muita coisa na nossa casa. Como temos dois filhos pequenos, conseguimos, por meio da prefeitura de Novo Hamburgo, peças de roupas para eles, como meias e blusas de lã”, relata. Ele acredita que iniciativas como essa favorecem, de fato, quem mais precisa. “Como temos cadastro na prefeitura, acredito que também poderemos adquirir mais artigos neste ano”, conclui.

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