Política

FAKE NEWS: (Des)Construindo uma campanha política

Beta Redação investiga como o Fake News é utilizado sistematicamente em campanhas políticas

O fenômeno provocado pela era do compartilhamento em massa, tem gerado um caos informativo. As redes sociais encontram-se repletas de informações falsas que circulam diariamente na timeline dos usuários.

Para a política, as discussões sobre o impacto que notícias viralizadas provocam, ganharam força a partir das eleições presidenciais americanas de 2016. O termo pós verdade, eleito pela Oxford Dictionaries como a palavra do ano em 2016, exprime a urgência do tema. Segundo a instituição, o substantivo “se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.

Plataformas como Facebook, Twitter e outras redes sociais potencializam e favorecem a replicação de informações, ampliando o alcance e a velocidade de propagação. Todavia, a prática de construir e alavancar campanhas eleitorais baseadas em notícias falsas plantadas, ou informações inverídicas, não são novidade, tão pouco existem apenas em corridas eleitorais de grande magnitude.

Em Fake News, os casos de Beth Colombo e Gilmar Rinaldi, apresentados nos primeiros episódios da série, mostraram exemplos de desdobramentos e consequências que notícias ou informações inverídicas provocam na vida pessoal e política dos candidatos.

O público cada vez menos preocupado e indiferente com a confirmação da veracidade dos fatos, dá continuidade ao caos informativo. Curtindo, compartilhando, e emitindo opiniões, comprometidas e afetadas por juízos que não possuem fundamento objetivo verdadeiro.

Impulsionados pelos algoritmos das redes sociais, criados para provocar sistematicamente engajamento a partir do interesse dos usuários, o conteúdo então se propaga de forma abrupta e veloz. Ganhando legitimidade à medida em que o conteúdo passa a ser consumido também por outros usuários de sua própria rede de amizade.

A preocupação com o crescimento e a exploração monetária desta prática, já fazem com que Google e Facebook desenvolvam mecanismos de combate a disseminação de notícias falsas.

Na quarta-feira (12), o Facebook lançou oficialmente o Projeto Jornalismo, que irá estreitar seu relacionamento com grandes conglomerados de mídia. O objetivo do movimento é diferenciar fontes consideradas confiáveis, permitindo que o usuário as identifique com maior facilidade. Além disso, nos Estados Unidos, a rede social também já disponibiliza uma ferramenta que possibilita a denúncia de uma publicação de notícia falsa como spam.

As medidas foram uma reação da companhia as fortes críticas pela falta de combatividade do problema durante a campanha das eleições presidenciais americanas que elegeram Donald Trump.

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