Geral

Evento discute Direitos Humanos e Justiça por meio do cinema

Pouco mais de cem pessoas estiveram presentes na segunda noite de debates

IMG_0855

Sessão especial discutiu o filme chileno “Nostalgia de la luz”. / Foto: Dijair Brilhantes

No início deste mês, o Instituto Humanitas Unisinos realizou o Cinejus – Direitos Humanos e Justiça de Transição. Entre as atividades propostas, exibição de filmes e debates. Na noite de terça-feira (1º/9) o longa apresentado foi  Nostalgia de la Luz (2010). Pouco mais de 100 pessoas participaram do evento.

Após o término do filme, o público pôde interagir com os debatedores da mesa, Dr. Castor Bartolomé Ruiz e Dr. José Roque Junges, ambos da Unisinos. Segundo os participantes, eventos como esse trazem reflexões para diversas áreas do campo acadêmico e humano.

O documentário chileno Nostalgia de la Luz traz como cenário principal o Deserto do Atacama, onde astrônomos se utilizam da transparência do céu para explorar a infinidade do universo em busca de vida extraterrestre. Paralelamente, ocorre outro tipo de busca.

“Esse filme é reflexivo, porque desde o início já nos causa um impacto, pois nos remete às memórias, ao universo, à cultura das pessoas”, explanou Ruiz.

O longa-metragem também debate a procura, por um grupo de mulheres, de corpos de parentes desaparecidos durante o período da severa ditadura militar do general chileno Augusto Pinochet. Também é neste cenário que arqueólogos procuram os vestígios das civilizações pré-colombianas e de fósseis.

O filme explora constantemente o paradoxo existente entre o moderno e o passado. Isso é evidenciado pela própria composição do ambiente cinematográfico, marcado pelo Deserto do Atacama – que carrega o passado das antigas civilizações – e elementos modernos inseridos nesse cenário, isto é, os centros de observações astronômicas. “São importantes os debates desse tipo de filme, já que eles relatam a história da vida de algumas pessoas usando algumas metáforas. O deserto é a não vida, é tudo aquilo que se perde”, diz a acadêmica de Filosofia Juliana Silveira.

O longa é fundamental para a reflexão de todas as sociedades humanas. Os constantes questionamentos aos quais o ser humano está submetido são evidenciados ao longo do documentário. “Tudo é memória e tem um passado. No filme, o que mais pesa é o passado da injustiça, e na minha área isso é essencial, evitar a injustiça”, explica o estudante do 4° semestre de Direito Rodrigo Martins.

 

Lida 849 vezes

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por favor resolva a equação * Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.