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Evento de Psicologia no Anfiteatro Pe. Werner trata sobre TCC no Esporte

Segundo dia da II Jornada de Terapias Cognitivo-Comportamentais ocorreu nesta terça-feira (23)

Evento fazia parte da II Jornada de Terapias Cognitivo- Comportamentais e lotou o Anfiteatro Pe. Werner. Foto: Cassiano Cardoso

Evento fazia parte da II Jornada de Terapias Cognitivo- Comportamentais e lotou o Anfiteatro Pe. Werner. Foto: Cassiano Cardoso

Com o intuito de abrir ainda mais o leque de possibilidades profissionais para os graduandos em Psicologia, o curso abriu o segundo dia da “II Jornada de Terapias Cognitivo-Comportamentais (TCCs)” trazendo o esporte como tema central. As convidadas foram as psicólogas Paula Pereira e Daniele Lindern, ambas formadas na PUCRS, para apresentarem suas experiências e trabalhos na área. O evento, mediado pela professora do curso de Psicologia Adriana Binsfeld Hess, ocorreu na noite desta terça-feira (23), no Anfiteatro Pe. Werner.

“A ideia é trazer outros contextos que não apenas clínicos para os alunos. Entrar em novos cenários para avaliarmos outras aplicabilidades dos TCCs”, explicou a professora Ilana Andretta, do Programa de Pós-Graduação (PPG) da Unisinos. De acordo com ela, a atividade se torna ainda mais importante tendo em vista o cenário de crise, gerando mais possibilidades para os alunos no mercado de trabalho da psicologia.

Inicialmente, apresentou-se Paula Pereira, que trabalha na Psicologia do Esporte com atletas do Grêmio Náutico União e, no último ano, trabalhou com atletas de nove modalidades nas Olimpíadas e Paralimpíadas. “A competitividade de alto rendimento exige muito das capacidades do atleta, que acaba vinculando-se ao emocional e mental. É muito trabalho de campo, minutos antes de entrar”, contou Paula.

Além dos trabalhos às vésperas das provas, ela considera importante também as atividades diárias de preparação contra possíveis estresses e ansiedades que podem vir a ocorrer antes das competições. “É preciso conhecer o atleta para descobrir se ele tem o perfil para determinada atividade. Neste caso, o preparo emocional torna-se decisivo”, apontou.

Segundo ela, o TCC é o método de psicologia que melhor se aplica ao esporte, pela necessidade de trabalhar-se o dia a dia. “É importante lidar com a competitividade, se conhecer e controlar a ansiedade, isolando frustrações e pensamentos negativos”, disse. Trabalhos como respiração diafragmática e relaxamento muscular são essenciais para manter o atleta focado para as atividades.

Paula Pereira trouxe suas experiências com atletas para os graduandos. Foto: Cassiano Cardoso

Paula Pereira trouxe suas experiências com atletas para os graduandos. Foto: Cassiano Cardoso

Na apresentação da psicóloga Daniele Lindern, que redigiu em seu mestrado um trabalho com atletas das categorias de base do Grêmio, o foco ficou nos resultados de eventuais intervenções realizadas com os jovens. Ela contou que a pressão do jogador de futebol acaba sendo superior a qualquer outra modalidade devido ao fanatismo e a própria ilusão que se cria devido a mídia e que isso influencia diretamente na necessidade dos jovens atletas. “O contexto do futebol é diferente dos demais. Há uma glamourização e o sonho de ajudar a família, que é muito presente entre eles, e isso gera algumas dificuldades”, explanou.

Ao todo, no projeto de mestrado, foram realizados dez encontros com diferentes intervenções entre os atletas. Um grupo de 12 atletas foram separados em dois de seis para as atividades. De um lado, os que receberiam as intervenções de TCC e, de outro, os que não receberiam para que se compreendesse as diferenças entre eles. “Trabalhar com psicologia é trabalhar com o lado humano deles. A pressão por resultados, tanto da família, quanto dos treinadores e até deles mesmos, gera uma ansiedade muito grande”, explicou Daniele.

Daniele Lindern apresentou seu projeto de mestrado, onde trabalhou com atletas das categorias de base do Grêmio. Foto: Cassiano Cardoso

Daniele Lindern apresentou seu projeto de mestrado, onde trabalhou com atletas das categorias de base do Grêmio. Foto: Cassiano Cardoso

Ela considerou alguns pontos que relevariam estas dificuldades, como: estresse pré-competitivo, viagens longas, erros nos jogos, pensamentos negativos e a necessidade de manter um padrão de desempenho, entre outros. “Nossas estratégias de trabalho se deram com uma linguagem mais simples, no contexto deles, de uma forma que se realizasse uma psicologia diária e positiva para eles”, contou.

Segundo ela, ao final dos dez encontros, os mesmos atletas apresentaram melhor desempenho sob pressão, mais confiança, mais facilidade de lidar com as adversidades e também controle de ansiedade. E, fora dos gramados, houve reflexo também nas habilidades sociais, desenvolvendo uma maior proximidade entre os jovens.

Para o calouro do curso de psicologia Pedro Silveira, 17 anos, “o interessante da mesa de exposições foi a possibilidade de trabalhar a motivação dos atletas”, o que ele considera importante para o desempenho deles. A aluna Mariana Machado, 24 anos, do 5º semestre do curso, considerou importante a palestra para desenvolver outros trabalhos. “É importante para que conheçamos outras formas de utilizar a psicologia também fora da clínica, em outros trabalhos”, apontou.

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