Política

Estudo aponta que participação é o caminho para aprimorar políticas públicas

Pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz apresenta na Unisinos detalhes do seu trabalho, que abre portas para o pensar público

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As políticas públicas para a saúde têm a participação como base para o seu crescimento e, especialmente, aprimoramento. Contudo, a falta de legitimidade do Estado acaba prejudicando esse processo. Temas como esse foram abordados pela Dra. Francini Lube Guizardi em uma das conferências do 2º Ciclo de Estudos Metrópoles, Políticas Públicas e Tecnologias de Governo: Territórios, governamento da vida e o comum, promovido pelo Instituto Humanitas, no campus Porto Alegre da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

De acordo com a pesquisadora, a saúde pública possui três pilares: participação, universalidade e equidade. É a partir deles que podemos aproveitar condições de estudo para a melhoria da saúde. “O Estado se organiza pela paz, a partir dos direitos”, salienta Francini que também é pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz – FioCruz/Brasília.

Pouca experiência e falta de afirmação

Segundo o estudo da pesquisadora, as políticas públicas pecam no que tange o comum, ou seja, aquilo que é o bem de todos e dá o princípio para as condições humanas. “Vivemos um problema sério, que é a duração dos projetos. Não temos projetos suficientes e, especialmente, que tenham condições de permanência. Precisamos de instituições que peçam isso”, ressalta Francini, que buscou, ao longo do doutorado, entender as relações que existem entre a saúde e os conselhos.

Ainda de acordo com o estudo, precisamos aplicar modelos de realidade e buscar transformações sociais para o nosso país. É necessário que consigamos diferenciar o social do político, detectar quando algo parece ser feito mas não é. “Essa é uma divisão meramente artificial. A gente finge a democracia”,  critica a também professora, formada em Psicologia.

Absorção de detalhes e participação plena

Com a participação é possível acreditar em uma mudança mais clara, com processos de experimentação. “Somos como os poros, precisamos estar mais abertos para absorver ideias e aproveitar o que vem de bom. Ou seja, devemos aumentar a nossa porosidade.”, destaca a conferencista, que também estudou muitos autores oriundos da biociência.

Atualmente, Francini está encabeçando novos projetos baseados no estudo. “Vamos catalogar e mapear situações de participação em todo o país. Queremos encontrar as pessoas que fizeram e fazem diferença”, conclui, animada.

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