Política

Especialistas apostam no incentivo à indústria para tirar o Estado do vermelho

Medida seria uma alternativa para o RS voltar a crescer e funcionalismo receber em dia

bitcoin-283587_1280O governo do Rio Grande do Sul parcelou pelo quarto mês consecutivo o salário do funcionalismo estadual. De acordo com dados fornecidos pela Secretaria da Fazenda do RS, a folha do poder Executivo fechou o mês de maio em R$ 1,408 bilhão. Desse montante, o valor líquido dos salários corresponde a R$ 1,181 bilhão.

No último dia 30 de maio, o secretário da Fazenda do RS, Giovani Feltes, esteve em Brasília, a fim de pedir a renegociação da dívida do Estado com a União. Na conversa com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, a alternativa levantada foi a flexibilização, com aumento nos prazos para pagamento. O déficit estrutural das contas se alastra desde 1978.

Para o mestre em Ciências Políticas, Rodrigo Perla Martins, um dos maiores problemas – que afeta não somente o Rio Grande do Sul, mas também outros estados como São Paulo e Distrito Federal – é a desconcentração da indústria, que se expandiu, principalmente para o Nordeste, a partir da década de 90, refletindo diretamente na economia do Estado.

Martins explica que o Governo Federal deve investir na instalação de empresas no Estado, como foi o caso da Foton Motors, uma multinacional chinesa, que em 2010 inaugurou sua sede em São Paulo, gerando empregos e renda, e que a nova sede, em Guaíba, deve ficar pronta dentro de dois anos. “Essa é uma forma de voltar a estabilizar a economia do País, e, sobretudo, do Estado, que neste ano, segundo dados do IBGE, foi um dos que menos teve participação no PIB nacional”, ponderou.

O professor de Direito da Unisinos e doutor em Filosofia, André Luiz Olivier da Silva, também entende que atualmente o Estado se encontra estagnado e sem muitas possibilidades no seu horizonte para atrair investimentos e gerar riquezas. “Há uma forte crise nas contas públicas, aliada à nossa dependência ao campo, por isso, penso que o Estado deveria estimular a indústria por meio da tecnologia e da criação de pequenos parques tecnológicos”, salientou.

Silva destaca ainda que deveria ser criado um fundo federal com o intuito de repassar verbas, que poderiam ser retiradas do Pré-Sal, para melhorar os investimentos na educação. “Melhorar a remuneração e condições de trabalho dos professores, principalmente da rede pública, é uma demanda urgente”, finalizou.

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