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Sem verba mensal, escola estadual de São Leopoldo está em ruínas

Instituto Pedro Schneider, que já precisava de reformas urgentes, tem situação agravada por corte de R$ 7 mil mensais do Estado

Imagine que você é o gestor de uma empresa e o objetivo dela é entregar um serviço. Sua empresa vem conseguindo atingir certo resultado com dificuldades. Entretanto, inesperadamente, o setor financeiro parcela o salário dos funcionários. Aos gritos de “greve”, você ouve todos, mas não pode abandonar sua função, precisa dar exemplo. Então, também sem avisar, o dinheiro de operação é cortado. Água, telefone, gás e toda a manutenção da instituição estão comprometidos. Não vai dar para operar!

Essa história poderia ser ficção, mas é a realidade para a diretora Lucimar Lopes Pedroso, gestora de uma das principais escolas públicas do Vale dos Sinos, o Instituto Estadual de Educação Professor Pedro Schneider – que tem no quadro de ex-alunos até o atual prefeito de São Leopoldo, Anibal Moacir da Silva (PSDB).

Com 61 anos, o Pedrinho, como é conhecido na comunidade leopoldense, passa por um dos piores momentos de sua história. Em meio à crise econômica do Rio Grande do Sul, onde o parcelamento dos salários atinge tanto professores concursados quanto contratados, a escola vive o silêncio causado pela falta das aulas.

Mas o que piora a situação da instituição é a falta de repasse da verba de autonomia financeira (R$ 7 mil por mês), que deveria ser entregue mensalmente pelo Estado, mas não é enviada desde julho deste ano. Com esse valor é realizada a aquisição de material escolar, reparo de equipamentos, compra de gás e merenda, além do pagamento de água, telefone e internet.

Não bastasse a falta de dinheiro para funcionamento, a escola opera com diversos problemas estruturais, como é possível verificar nas galerias de imagens abaixo. Confira:

 

 

 

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