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Pedal da inclusão coloca deficientes visuais e voluntários a pedalar juntos por Porto Alegre

Projeto reúne deficientes visuais e voluntários para pedalar por Porto Alegre | Foto: Lua Kliar/Beta Redação

Já pensou juntar esporte, boa ação e causa social? É exatamente isso que o pessoal do Pedal da Inclusão faz com pessoas cegas e com baixa visão. No último domingo (25), eles reuniram 180 pessoas com o mesmo intuito: inserir deficientes visuais e cegos num esporte. O evento foi realizado dentro da programação da 20ª Semana da Bicicleta, que aconteceu entre 18 e 25 de setembro em diversos locais de Porto Alegre.

A pedalada só é possível graças a uma campanha de coleta de tampinhas de garrafas pet, realizada pela Assistente de Graduação da ESPM, Rita Siminovích. As tampinhas são revertidas em dinheiro para compra das bicicletas tandem (de dois lugares), que custam em média R$ 1.200. “Cada quilo de tampinhas equivale a um real, então precisamos de muitas tampinhas. O que é lixo para maioria, vira bicicleta para nós”, explica Rita.  Além disso, muitas empresas colaboram para compra e manutenção das bikes, que são guiadas por um voluntário e levam um deficiente visual na carona. Outro ponto interessante é que os guias descrevem o ambiente em que estão pedalando para que a experiência seja completa. “Nós acabamos descobrindo coisas que antes nem imaginávamos que existissem na cidade”, conta Mariana Baierle, que enxerga com apenas 10% da visão.

Foto: Lua Kliar/Beta Redação

Segundo uma das fundadoras do projeto, Bianka Rauber, que é totalmente cega, a pedalada serve tanto para inserir essas pessoas num esporte, quanto para conscientizar as outras sobre possíveis oportunidades para deficientes visuais e cegos. “É sempre muito importante a participação de voluntários, porque as pessoas chegam aqui e querem participar e ajudar como podem”, conta. Além de Bianka e Rita, o projeto ainda conta com Rafael Martins dos Santos, que tem baixa visão, na linha de frente.: “Futuramente queremos estender a inclusão para outras deficiências, como cadeirantes. Ainda estamos procurando formas de incluir o maior número de pessoas para que todos possam ter essa experiência”, comenta Rafael.

Mariana Bariele, Rafael Martins dos Santos e Bianka Rauber | Foto: Lua Kliar/Beta Redação

Qualquer pessoa pode ser voluntária nos eventos promovidos pelo Pedal da Inclusão. Uma maneira legal de ajudar o projeto é curtir a página nas redes sociais para acompanhar os eventos e arrecadar as tampinhas. “Além de incluir, o pedal também ajuda a “reciclar” o lixo. E não tem nada mais gratificante do que receber o sorriso e o carinho das pessoas”, conta a professora de educação física Debora da Costa.

 

 

 

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