Esporte

Lelê, promessa brasileira no futsal italiano

Conversamos com o atleta taquarense que, hoje, está disputando o Campeonato Italiano de Fustsal

 Foto: Gabriele Zanghi

Alexander Fink jogando pelo Augusta. Foto: Gabriele Zanghi/ Facebook

 

Paixão, dedicação e esforço levaram Gilson Alexander Fink, 21 anos, até Augusta, no sul da Itália. O que para alguns pode ser apenas mais uma cidade turística, para Lelê, como é conhecido, é mais um degrau para atingir seu objetivo: jogar na Seleção Brasileira de Futsal. Hoje, Fink joga como ala no ASD Augusta 1986 Calcio A5.

Acompanhando o pai, Gilson Fink, aos jogos de Futsal, foi como Lelê tomou gosto pelo esporte, começando a jogar ainda pequeno. Em 2012, quando quase estava desistindo da carreira, Alexander viu no futsal uma oportunidade para entrar na Universidade Feevale, por meio de uma bolsa de representação esportiva.

Time do UJR em 2015. Foto: Reprodução Facebook

Time do UJR em 2012. Foto: Reprodução Facebook/ Alexander Fink

 

Começou profissionalizar-se em 2012. Jogou pelo União Jovem do Rincão (UJR/Feevale), onde disputou na categoria de Base sub 20 e campeonatos amadores. Enquanto jogava para o time da universidade, cursou Fisioterapia com a bolsa de atleta. Nesse período, foram campeões nos Jogos Universitários Gaúchos (JUG) em 2014.

Time ASTF em 2015. Foto: Reprodução Facebook

Time ASTF em 2015. Foto: Reprodução Facebook/ Alexander Fink

 

Em 2015, começou a jogar no time Associação Teutoniense de Futsal (ASTF), onde disputou a série ouro do Campeonato Gaúcho. Em agosto deste ano, Alexander foi jogar no ASD Augusta 1986 Calcio A5, onde disputa o Campeonato Italiano na serie A2.

Confira a entrevista completa:

Beta Redação: Como você começou a jogar Futsal?

Lelê: Na verdade comecei bem cedo, porque meu pai também jogava, então desde pequeno sempre acompanhei ele. Na verdade, eu brinco que foi o futsal que me escolheu, porque eu voltei a jogar futsal no começo de 2012, quando eu já tinha “desistido” de ser jogador.

Beta Redação: Como que você conseguiu/descobriu que existia a bolsa para atletas universitários?

Lelê: Então, foi justamente por esse motivo que eu comecei a me dedicar mais ao futsal, porque na verdade eu já havia meio que desistido. Quando eu recebi um convite para jogar no UJR/Feevale, o meu treinador, que naquela ocasião também era o treinador da equipe universitária da Feevale, comentou, que quem tivesse bom rendimento, depois de formado (Ensino Médio) e passado no vestibular, poderia se inscrever para o edital e lutar por uma bolsa. O que no momento era meu principal foco.

Beta Redação: Qual era sua rotina enquanto estudava e jogava no time da universidade?

Lelê: Como meu curso era diurno e só treinávamos um turno, que era no final de tarde às 17h, dava para conciliar bem. Mas no primeiro ano, quando eu ainda não tinha carro, ficava um pouco corrido. Saía da aula correndo para pegar o ônibus que me deixava na parada em frente ao ginásio onde nós treinávamos ou para pegar carona. Já em 2014, como já tinha carro, era mais fácil para chegar ao ginásio e, também, porque estudava mais no turno da manhã.

Beta Redação: Qual graduação você cursou?

Lelê: Cursava Fisioterapia, curso que mesmo em dois anos, me identifiquei muito e com certeza no futuro eu quero poder retomar, me formar e, quem sabe, abrir minha clínica.

Beta Redação: Isso ajudou para sua carreira?

Lelê: Com certeza, porque se eu não tivesse me dedicado para conseguir a bolsa, eu não teria pegado gosto pelo futsal, então acredito que seria mais como um “hobby” mesmo.

Beta Redação: Depois desse período, você começou a jogar no Teutônia, certo? Como foi essa experiência?

Lelê: Certo, fui para Teutônia em 2015. Foi uma experiência muito boa, aprendi muito e evolui muito naquele ano, por ser meu primeiro ano jogando profissional, acabei sentindo um pouco da mudança de nível. Mas com certeza foi uma experiência incrível.

Beta Redação: E como você foi parar na Itália? Teve que participar de alguma seletiva?

Lelê: Não, não precisei participar de seletivas. O que aconteceu foi o seguinte: quando o presidente do Clube, em que eu estou jogando hoje, esteve no Brasil, o agente da empresa de talentos que cuida da minha carreira, levou-o para ver um jogo do Teutônia. Tive a felicidade de fazer um bom jogo e despertar o interesse do presidente.

Beta Redação: Em qual time você está jogando? Vocês participam de qual campeonato?

Lelê: Estou jogando no ASD Augusta 1986 Calcio A5, onde participamos, inicialmente, do Campeonato Italiano da Serie A2.

Beta Redação: Tu percebe alguma diferença do treinamento da Itália para o brasileiro?

Lelê: Não, em termos de treinamento não, pois o modo de jogar e treinar não muda muito. Vai mais das características dos treinadores, qual estilo de jogo ele gosta mais, essas coisas. Mas tem o fato de aqui poder fazer bloqueio o que no Brasil não pode. É a única diferença que tem realmente.

Beta Redação: Como está sua rotina aí, muitos treinos diários?

Lelê: Antes quando estávamos em pré-temporada era bem intensa e com treinos todos os dias em dois períodos, de manhã das 9hrs às 11:30 e a tarde das 16hrs às 18hrs. Agora que começou o campeonato, diminuíram os treinos, passando a treinar dois períodos apenas: em terças e quintas.

Beta Redação: Como você descreveria sua trajetória até o dia de hoje?

Lelê: Isso é complicado, até porque sou novo, então penso que minha trajetória está apenas no começo e espero que seja muito vitoriosa.

Beta Redação: Qual é seu objetivo como jogador?

Lelê: Primeiramente, é poder jogar em um clube grande e ser reconhecido.Depois disso, tentar chegar à seleção (brasileira). É muito difícil, mas sempre foi e acredito que sempre será o maior objetivo de qualquer atleta, em qualquer esporte. Poder defender a nossa seleção sempre será um sonho a ser realizado.

Beta Redação: E por último, qual dica você daria para alguém que quer seguir carreira no esporte?

Lelê: Que não sigam, e sim que estudem (risos). Na verdade, a única dica é que se dediquem sempre, dando o máximo todos os dias e que não desistam de seus sonhos.

 

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