Economia

Emprego

Especialistas e líderes setoriais ouvidos pela Beta Redação fazem prognósticos para a economia sob o governo de Michel Temer

William Szulczewski e Kalleb França

Um processo de impeachment de um chefe de Estado atinge boa parte dos setores na economia de um país. Uma área que fica bastante afetada com essa situação é o setor de empregos. Para o presidente da Associação de Fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil e presidente-executivo do Grupo Vonpar, Ricardo Vontobel, mudanças são necessárias para que o quadro atual seja alterado.

Vontobel, que é responsável no país por uma das multinacionais que mais empregam no mundo, ressalta que, neste momento, não há governabilidade que possa sustentar e promover essas mudanças na área do emprego. “A questão é que temos, de fato, de ter o poder de compra nas mãos da população”, destaca. Esse poder de compra, segundo Vontobel, tem de ser desindexado, ou seja, a economia do país tem de ser desvinculada dos índices de inflação. Essa proposta aparece no plano de governo denominado “Ponte para o futuro”, de Michel Temer, quando defende que o reajuste do salário mínimo seja desindexado da inflação.

Para o empresário, o problema é a alta carga tributária em relação aos salários, que faz com que recursos que poderiam ser aplicados em melhorias salariais fiquem retidos. Com essa medida, toda a cadeia econômica sai beneficiada. “Isso proporciona que nosso produto seja vendido com mais qualidade e que atinja outros públicos. Vendendo mais, temos de produzir mais e temos de empregar mais”, exemplifica.

Para presidente-executivo do Grupo Vonpar, as medidas que devem ser tomadas precisam ser preparadas e direcionadas economicamente para equilibrar as contas públicas sem comprometer as metas econômicas para reativar o crescimento e gerar empregos de forma direta. Pessoalmente, Vontobel se diz a favor do processo de impeachment. “Sou a favor destas mudanças. Qualquer mudança promove uma alteração drástica no quadro econômico”, enfatiza.

Até a manhã desta quinta-feira (12), ainda não havia confirmação, mas o Ministério do Trabalho e Previdência Social deveria ser dividido em duas pastas no governo de Michel Temer. Os nomes do que assumirão a pasta do Trabalho tampouco estavam definidos, mas a tendência é que essa área ficasse com representantes do partido Solidariedade.

Veja os prognósticos em outras áreas:

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