Cultura

Em Porto Alegre, Slash e Axl Rose nunca se separaram

Bandas covers, como a Crazy Guns, são responsáveis por manter o fanatismo pelo Guns n' Roses, mesmo no período de inatividade da banda

Axl Rose e Slash se separaram em 1996, após uma série de desentendimentos. Isso causou o rompimento máximo do Guns N’ Roses.  Eles anunciaram sua volta 20 anos depois com uma turnê mundial, emocionando os fãs da banda que continuaram a surgir mesmo com as raras aparições do grupo que contava apenas com Axl, o vocalista da formação original.

Talvez os maiores responsáveis por manter vivo o fanatismo pela banda sejam os artistas cover. Em Porto Alegre, onde a banda se apresenta nesta terça-feira, 8 de novembro, Axl e Slash nunca se separaram, pelo menos dentro da Crazy Guns. A banda cover está na ativa desde 2003, satisfazendo os gunners do sul do Brasil com os solos e vocais agudos enquanto os originais estavam afastados.

“A Crazy levou o Guns N’ Roses a lugares que nunca teriam a chance de vê-los”, destaca Eduardo Rimoli, que representa Slash. A fala do guitarrista é realidade. O Guns havia tocado no Brasil somente no Rock In Rio 2001, apenas com Axl. Outro membro original do Guns só veio a se apresentar no país em 2007, quando Slash, Duff Mackagan e Matt Sorum tocaram com a Velvet Revolver, abrindo um show do Aerosmith no Morumbi.  “Muitas vezes temos a recepção e o assédio dignos da banda original nas cidades onde tocamos”, conta Marcelo Oronoz, o vocalista Gunner Rose.

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Marcelo como “Gunner Rose”

Em uma entrevista ao jornalista norte-americano John Jeremiah Sulivan, Axl afirmou que canta com 5 ou 6 vozes – que, na classificação do jornalista, vão desde um jovem doce até a mais importante, que ele chama de  “mulher diabo”.  Nessa última voz, a mais aguda e com timbre mais carregado, é que Marcelo investiu seus esforços para se parecer ao máximo com Axl.

 

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Eduardo como “Dudu Slash”

Afinal, apesar da afinidade musical, Marcelo e Eduardo não têm nem um pouco a ver com o Axl e Slash fisicamente. O vocalista até coloca o figurino que inclui uma peruca ruiva, o chapéu e a jaqueta de couro que Axl utiliza atualmente. Já Eduardo dispensa até mesmo a cartola, marca registrada do guitarrista Slash. Ele prefere compensar na similaridade do timbre e na interpretação das músicas, incluindo a escolha dos equipamentos e até a forma de realizar um bend nos solos.

O foco da banda é levar o máximo possível da essência do Guns para o palco, executando playlists de shows consagrados e interpretando com a maior fidelidade a presença de palco dos músicos, seja tocando ou nas expressões costumeiras dos artistas.  Nesse cenário, as trocas constantes de figurino e as danças interpretadas por Axl Rose são essenciais. Com as camisas de flanela ou futebol americano, Marcelo sempre balança o corpo de um lado para o outro refazendo a famosa “dança da cobrinha” ou encolhe os ombros enquanto dá alguns pulos para trás, no “passo do fugitivo”.

 

Conhecendo os originais

Como a maioria dos fãs, Eduardo e Marcelo não acreditavam mais na reunião da formação original do Guns. “Assim como o nome da nova turnê (not in this lifetime), não achava que iria vê-los juntos nessa vida”, comenta Marcelo, que conheceu Axl Rose em 2011, quando passou o Ano Novo em uma festa particular do cantor em Las Vegas.

Eduardo aguarda com expectativa o show para ver Slash mais uma vez de perto. Os dois se viram rapidamente em 2015, quando Eduardo venceu a competição de uma rádio pela melhor interpretação de um solo do guitarrista do Guns, ganhando uma guitarra autografada e uma foto com Slash.

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