Esporte

Em Porto Alegre, sábado é dia de parkour

Treinos são realizados na Redenção e no Parcão

Em treino na Redenção, grupo de Parkour de Porto Alegre se reuniu para praticar. Foto: Caroline Garske / Beta Redação

Sábado, na Redenção, grupo de Parkour de Porto Alegre se reuniu para praticar. Foto: Caroline Garske/Beta Redação

 

Uma prática sem muitas regras e com o objetivo de dar agilidade ao percurso, palavra, aliás, que dá origem ao nome do esporte. Assim é o parkour, que surgiu com a ideia de superar obstáculos e vem reunindo praticantes aos sábados em locais como a Redenção e o Parque Moinhos de Vento.

Na prática, a modalidade ensina muito mais do que transpor obstáculos. “Além de ser algo que lida muito com a movimentação do corpo, é um esporte livre, no qual você sente liberdade ao treinar, pois, diferente de outros, o parkour depende só de si mesmo. Nosso próprio corpo ser nossa armadura foi o que me conquistou”, conta Cassio Casagrande, de 25 anos, um dos praticantes mais experientes do atual grupo de treino de Porto Alegre.

No último sábado (24), a atividade aconteceu em um parque infantil da Redenção. Enquanto iam chegando os praticantes, Jonas da Rocha, 22 anos, novato na prática do parkour, começava a treinar os primeiros movimentos, praticando o pulo em obstáculos e ajudando um menino mais novo que se aproximava para aprender também. Para Jonas, que já pratica outros esportes, como muay thai, a vontade de ser mais ágil e conectado com a natureza fez com que ele procurasse o parkour.

Nos encontros, não há um professor. A aprendizagem acontece através da experiência que uns vão passando para os outros. Para o experiente Cassio, cada conquista tem suporte de todos, sejam veteranos ou novatos. Segundo Leonardo Mendes, 25 anos, os iniciantes são instruídos a ler a publicação fixa no grupo do Facebook, assistir à videografia indicada e comparecer a um treino onde o praticante mais experiente passará as primeiras orientações.

Leonardo e Cassio são, além de uns dos mais antigos praticantes em Porto Alegre, fundadores da Associação Gaúcha de Parkour (AGPK). Conforme Leonardo, a associação tem como função dar apoio jurídico para que os praticantes de cada cidade possam ter uma melhor aproximação com órgãos públicos e privados. Hoje, no Rio Grande do Sul, não há competições de parkour, apenas encontros regionais e um, anual, de todo o Estado, sempre realizado na Páscoa. Em 2017, o Encontro Gaúcho de Parkour terá sua 11ª edição, sediada na Capital. Segundo Matheus Jung, veterano aos 22 anos, o evento está sendo organizado com o apoio do Cecobi (Centro Comunidade Bairro Ipiranga), um clube da zona norte de Porto Alegre, que cederá espaços para alojamentos de praticantes que vêm de outras cidades. A atividade será realizada no Cecobi e redondezas, além dos parques tradicionais de treino.

No treino de sábado, Matheus demonstrou a prática enquanto auxiliava os mais novos a saltar de grandes distâncias e pular sobre obstáculos. Ele conta que para praticar é importante que se tenha um tênis leve e adequado, mas que isso não influencia tanto se a técnica não for boa. Com cinco anos de prática, incentiva também que os adeptos não usem luvas, para que as mãos ganhem resistência e não aconteçam lesões com facilidade.

Os treinos são organizados através do grupo “Parkour – Porto Alegre/RS” no Facebook. De acordo com os veteranos, qualquer um pode comparecer aos encontros para se aventurar na atividade.

 

Veja algumas imagens do treino de parkour realizado no sábado, dia 24 de setembro, na Redenção:

 

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