Política

E aí, candidato? O tema é: mobilidade urbana

A Beta Redação conversou com especialistas para saber quais são as principais demandas da área de mobilidade urbana. Em vídeo, confira as perguntas aos pré-candidatos a prefeito sobre o tema

Por Leonardo Vieceli

 

Foto: Fernanda Leal/Divulgação PMPA

Foto: Fernanda Leal/Divulgação PMPA

 

Assim como o almejado hexacampeonato da seleção brasileira, a conclusão de parte das obras anunciadas para a Copa do Mundo de 2014 ainda não virou realidade em Porto Alegre. Em horários de pico, ruas e avenidas viram campo de disputa por espaços entre carros, motocicletas e ônibus. Em meio a isso, novas formas de transporte, como o Uber, e a expansão das ciclovias dão as caras na cidade. Segundo especialistas, é esse o panorama da área de mobilidade urbana que o novo prefeito encontrará ao entrar no gabinete em 2017.

Professor do curso de Engenharia Civil da UFRGS, João Fortini Albano enfatiza a necessidade de a administração municipal, nos próximos anos, concentrar esforços na melhoria dos serviços de transporte coletivo. “As pessoas só deixam os carros em casa se tiverem alguma vantagem muito forte ou quando o custo para mantê-los é muito alto. Então, os ônibus precisam ser confortáveis, com tarifa justas, e com um tempo de deslocamento menor do que o dos automóveis”, explica o doutor em Transportes.

Conforme Albano, agilizar a conclusão dos corredores BRT (sigla em inglês para transporte rápido de ônibus), cujas obras geram transtornos aos porto-alegrenses, deve ser vista como uma prioridade. Prometida para a Copa do Mundo, a finalização do projeto poderá gerar ganhos como o embarque rápido de passageiros e a utilização de veículos maiores. “Temos que jogar todas as nossas fichas nos corredores BRT”, enaltece.

Além de apontar mudanças necessárias nas ruas e avenidas da Capital, o professor do curso de Engenharia Civil da Unisinos João Hermes Nogueira Junqueira chama a atenção para mudanças comportamentais que devem ser incentivadas pela prefeitura em relação à mobilidade urbana. “Os cidadãos querem ser ouvidos sobre as suas demandas e participar das decisões que impactam em suas vidas”, destaca.

Com experiência na área de Engenharia de Transportes, Junqueira ressalta que, no ano passado, Porto Alegre teve queda de 30% no número de mortes no trânsito na comparação com 2014. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), 98 pessoas perderam a vida nas ruas e avenidas da Capital em 2015 (43 a menos do que no ano anterior). “Tivemos avanços positivos quanto à redução de acidentes, mas, nos horários de pico, em muitos corredores, a fluidez é mínima. A cidade para, causando transtornos”, analisa.

E aí, candidato?

Com base na avaliação dos especialistas, a Beta Redação questionou os pré-candidatos à prefeitura de Porto Alegre sobre a seguinte questão: “O que você pretende realizar para melhorar o transporte coletivo da Capital e como fazer da mobilidade urbana uma das prioridades da sua gestão?”.

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