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Plaquetas: doação à parte ajuda em cirurgias e transplantes

Processo de coleta, chamado de aférese, é feito separadamente da doação de sangue nos hemocentros

Do ponto de vista biológico, o sangue é uma mistura de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma e plaquetas. Estas últimas, que são coletadas à parte, também precisam ser lembradas no Dia Mundial do Doador de Sangue (14 de junho).

A assistente social da captação de doadores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Maria Cecília Pires, explica que as plaquetas são essenciais para a coagulação do sangue e necessárias em cirurgias cardíacas e no tratamento de câncer: “A plaqueta é um componente do sangue, então quando é realizada a doação de plaquetas você só doa este componente. Esse processo que permite separar as plaquetas do sangue se chama aférese, e é muito importante para pacientes que estão passando pelo transplante de medula, por exemplo”.

Segundo a assistente social, o processo de doação de plaquetas por aférese é bastante simples e dura cerca de uma hora e meia. “Nesse tempo é feita a retirada das plaquetas e depois é realizada a infusão do sangue novamente. É um processo importante, já que a máquina retira de seis a 14 unidades de plaquetas, o que permite que o paciente receba toda a doação de uma só pessoa”, explica.

 

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A assistente social do centro de captação de doadores do Hospital de Clínicas, Maria Cecília Pires, explica como é o processo de doação de plaquetas por aférese. Foto: Amanda Bicca/Beta Redação

 

O tempo de coleta das plaquetas não é um problema para a nutricionista Rafaela Toledo, doadora há três anos. “Eu prefiro pensar que não estou perdendo uma ou duas horas aqui, e sim que estou dedicando um tempo para ajudar alguém”, sintetiza Rafaela.

Quem pode doar

Os mesmos requisitos exigidos para a doação de sangue também são necessários para a doação de plaquetas por aférese. Além disso, é preciso pesar acima 60 kg e não ter tomado medicamentos como anti-inflamatórios nos últimos três dias e antibióticos nos últimos 15 dias. Também é recomendado que o doador já tenha feito a doação de sangue normal para a realização de exames.

Quem já está acostumado com o procedimento é o professor Túlio Camargo, que vai com frequência até o hemocentro para fazer a doação de plaquetas. “É possível doar plaquetas até de 72 em 72 horas, mas eu venho uma vez por mês ou a cada dois meses. Acho que o importante mesmo é vir e ajudar quem precisa”, explica.

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