Cultura

Do artístico para o social, a música como um manifesto

Música é normalmente ligada a diversão e a sentimentos como amor e euforia, apesar de também ser relacionada a tristeza e solidão. No entanto, há um outro caráter dessa expressão artística: servir como forma de protesto. Esse aspecto do universo musical é normalmente utilizado em momentos de descontentamento e/ou de instabilidade política. Assim como no período da ditadura militar – mas por motivos diferentes -, hoje em dia é possível perceber uma grande quantidade de canções que registram indignação com o cenário atual do Brasil e do mundo.

Além de as músicas servirem como protesto de quem as compõe, elas são apropriadas e ressignificadas por grupos numa tentativa de dar mais força a movimentos e reivindicações. Foi o caso dos estudantes de São Paulo que, em meio à ocupação das escolas, cantaram a música “Cálice”, de Chico Buarque, de olhos vendados. Eles protestavam contra a medida de reorganização da rede de ensino do governo paulista.

Outro caso que gerou bastante repercussão nas redes sociais foi a apropriação feita pelo jornal Estado de Minas. Na capa do dia 26 de novembro, o jornal usa partes da letra de “Que país é este?” para trazer as manchetes relacionadas a mais uma prisão feita por corrupção e pelas consequências da tragédia ambiental de Mariana, em Minas Gerais.

Entenda como ocorre esta apropriação do universo artístico para o social:

Reportagem: Bárbara Müller, Francine Malessa e Thaciane de Moura

Imagens e edição: Bárbara Müller

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