Política

Dilma recebe apoio e defende mandato em Porto Alegre

Presidente afastada, que discursou para apoiadores na Assembleia Legislativa e na Esquina Democrática, fez críticas ao presidente interino, Michel Temer (PMDB)

 

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) participou de dois atos em defesa de seu mandato nesta sexta-feira (3), em Porto Alegre. À tarde, durante participação no lançamento de um livro contra o impeachment, na Assembleia Legislativa, Dilma discursou por cerca de uma hora. A petista foi ovacionada por uma plateia entusiasmada. Assim que tocava em nomes como o do presidente interino Michel Temer e do presidente afastado da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, ambas do PMDB, um coro gritava “corrupto”, “fora”, “golpista”. “Esse momento que vivemos é difícil, de risco, de luta política aberta. Fica claro na conjuntura quem é quem. Esse processo de impeachment é ilegal, inconstitucional e sem uma base jurídica. Eles sabem disso. É um processo que não quer ser chamado pelo seu nome real, que é golpe”, disse a presidente.

Dilma falou também sobre a diferença entre o golpe ditatorial e o momento pelo qual vive a democracia brasileira. “Nós trilhamos em toda a América Latina, principalmente no Brasil, um processo democrático em que cada um deu sua contribuição. Irmãos deram sua vida, outros foram torturados ou levaram bordoadas na rua. Nossa democracia, ainda jovem, enfrenta seu maior teste nos últimos anos.”

A presidente afastada acusou o governo Temer de ter uma agenda própria ultraconservadora na política social e cultural e ultraliberal em economia. “Na Câmara não passa uma única proposta de aumento progressivo de impostos, porque eles criminalizaram os impostos de forma que a única maneira de controlar a crise é tirar direito. É um absurdo tirar parte do Bolsa Família. Ela visa atender, acolher e sustentar crianças e jovens, sendo que para receber tem que estar na escola, ter vacina e assistência médica em dia”, salientou.

Em outro momento, disse estar sendo cerceada pelo governo Temer para que não consiga viajar pelo país em defesa de seu mandato. “É um escândalo que eu não possa viajar para o Rio, para o Pará, para o Ceará. Eu não posso pegar um avião, porque não tem segurança, é a Constituição que manda”, disse a presidente, sobre a limitação de seu uso de aviões da FAB.

 

 

 

Lida 693 vezes

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Por favor resolva a equação * Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.