Cultura

Horror leopoldense: conheça a websérie As Guardiãs

Primeira série para internet produzida em São Leopoldo é feita de forma independente

O desejo de possuir superpoderes é comum entre as crianças. Sobrevoar cidades como o Super-Homem, ter a força de 50 homens como o Hulk, possuir um martelo mágico que só pode ser empunhado por alguém digno como Thor, enfim, são diversos os pensamentos que fazem as crianças se divertirem. E foram pensamentos como esses que fizeram Carlos Feldens escrever os primeiros roteiros de As Guardiãs. “A ideia veio de uma brincadeira que eu tinha na quarta série, em que meus amigos e eu acreditávamos que tínhamos superpoderes que vinham de pedras”, conta o produtor.

Card As GuardiãsA websérie – lançada em abril deste ano – conta a história de seis mulheres que receberam medalhões sagrados que lhes dão superpoderes e, além disso, a missão de protegê-los com as próprias vidas. A partir daí a história se desenvolve com cenas que apresentam efeitos especiais, humor colegial e conflitos entre os personagens.

“Quando apresentei os dois primeiros roteiros para o Lucas (que produz e também roteiriza a série), ele olhou e disse ‘isso é bom, mas tem que melhorar muito’. Então eu fui assistir a várias séries, como Buffy, Círculo Secreto, alguns episódios de Charmed e American Horror Story. E aí aqueles dois roteiros que eu apresentei inicialmente se transformaram em quatro, e o Lucas começou a roteirizar junto”, conta Carlos.

Ao finalizar os três primeiros roteiros, a dupla decidiu abrir testes para seleção de atores que interpretariam os personagens na série. Foram realizados ao todo três testes, porém, boa parte do elenco foi captada já na primeira audição. Os demais atores que surgiram ao longo dos episódios foram incorporados através de convites pessoais.

 

Questionado sobre a opção pelo formato de websérie, Carlos diz que a grande influência para tal se deu através da consolidação das plataformas de streaming. “Nossa meta inicial era ter episódios de no máximo 30 minutos, mas o projeto foi crescendo e um dos episódios (número 9) chegou a 50 minutos. Acredito que vamos um pouco contra o formato de webséries do YouTube, mas isso também tem aberto portas para a TV”, conta. Além de estar disponível em um canal do YouTube, a série é exibida em uma emissora de TV a cabo do Paraná.

Inicialmente a série estava prevista para ter apenas uma temporada, porém, com o desenrolar da trama, os produtores passaram a enxergar a possibilidade de uma sequência. “Vamos deixar algumas pontas soltas ao final da primeira temporada. As ideias vão surgindo com o passar do tempo. Pretendemos finalizar essa temporada e, se conseguirmos um patrocínio, embarcamos na produção da segunda”, afirma Carlos.

 

Carlos durante gravação de episódios da primeira temporada

Carlos durante gravação de episódios da primeira temporada.

 

Para o produtor e roteirista, os resultados obtidos pela série até o momento são extremamente satisfatórios, tanto do ponto de vista de acessos e visualizações quanto da postura dos atores em cena, evoluções técnicas, de edição e de estrutura também. “É maluca a forma como pessoas do Brasil inteiro estão entrando em contato com a gente”, finaliza.

Os episódios de As Guardiãs estão disponíveis no YouTube e também na página da série no Facebook.

Assista ao trailer da primeira temporada:

 

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