Economia

Da paixão pelo pole dance à criação do próprio negócio

Três amigas criaram, em março deste ano, o Jade Pole Studio, em Novo Hamburgo

Jade Pole Studio

Sócias-proprietárias do Jade Pole Studio / Foto: Divulgação

Trabalhar com o que se ama e ter o próprio negócio é o sonho de muitas pessoas. Contudo, isso não é algo fácil de se conseguir – e normalmente demanda anos para a ideia sair do papel. Mas não foi isso que aconteceu com um grupo de amigas. Sem planejar muito, Ana Paula Oliveira, Ariana Bruxel e Juliana Scopel decidiram, meio que de repente, dar o pontapé inicial em direção aos seus desejos e criaram o Jade Pole Studio, um estúdio de pole dance localizado em Novo Hamburgo. O espaço, criado em março deste ano, é especialmente destinado a mulheres e tem como objetivo desenvolver a força, confiança e autoestima das alunas.

No começo, as ideias sobre abrir o próprio negócio sempre vinham em tom de brincadeira. As três colegas, que já praticavam o pole dance há muito tempo, se encontravam nas aulas e comentavam sobre ter um estúdio em conjunto. Então, certo dia, o assunto ficou mais sério. E, depois que a decisão foi tomada, elas levaram apenas dois meses para definir tudo – desde reuniões de planejamento, escolher o nome e encontrar um lugar para alugar – até abrir o espaço oficialmente.

Chegou uma época da minha vida que eu pensei: é agora ou nunca. Eu já me formei, já fiz tudo o que disseram que eu tinha que fazer para finalmente tomar alguma decisão na minha vida. Então, eu decidi fazer e achei duas loucas pra fazer comigo”, conta Juliana Scopel.

Para conseguir inaugurar o estúdio, elas contam que tiveram a ajuda de parentes, amigos e namorados. Muitos dos materiais, como armários, por exemplo, foram fruto de doações. “Aqui não tem só coisas nossas, tem um pouquinho de cada um que nos ajudou. Teve muita gente envolvida, não só com os equipamentos, mas ajudando na divulgação e em outros serviços também”, revela Ana Paula.

Para o bom andamento do Jade Pole Studio, as três sócias-proprietárias dividiram suas funções com base nos conhecimentos adquiridos, tanto em relação às experiências profissionais, quanto na parte acadêmica. Ariana, por exemplo, tem muita prática com as questões de contabilidade e, por isso, ficou responsável por trabalhar o lado financeiro do estúdio. Ana Paula faz faculdade de Moda e, portanto, cuida dos assuntos relacionados a esta área. Já Juliana, que é formada em Gastronomia e já trabalhou na organização e realização de eventos e também no atendimento ao público, fica focada no relacionamento com as alunas.

Vale destacar, no entanto, que apenas Juliana permanece como funcionária em tempo integral do estúdio. As outras duas sócias-proprietárias mantiveram seus empregos em outros turnos para ajudar a sustentar o negócio, já que estúdio foi lançado há poucos meses e ainda não consegue se manter funcionando apenas com o dinheiro das matrículas.

“Nós estamos usando o nosso conhecimento em outras áreas e também de pessoas próximas da gente. Aplicar isso é muito importante para seguirmos em frente no nosso negócio e nós usamos bastante”, pontua Ariana.

Jade Pole Studio 2

Mulheres confiantes e fortes são foco da iniciativa / Foto: Divulgação

As três também são as professoras de pole dance do estúdio e, para isso, fizeram e cursos de capacitação e pretendem continuar se aprimorando para tornar as performances das aulas cada vez melhores. A experiência como instrutoras vem muito das práticas que elas tiveram durante seus anos de alunas em outras escolas. Além das técnicas e movimentos, as amigas buscam passar o sentimento positivo que têm enquanto praticam o pole dance – algo que elas definem como um momento de alívio para as coisas ruins do dia a dia.

Hoje, além de contar com as aulas regulares, o Jade Pole Studio promove workshops em datas especiais e também “pole street”, que é o pole dance praticado na rua.

Para elas, a positividade e o incentivo são os diferenciais de suas aulas e é isso que está atraindo o público. O atendimento personalizado e a preocupação genuína com o bem-estar das clientes acaba criando uma empatia mútua, que reflete no trabalho e no aprendizado das alunas. Além disso, a primeira aula experimental é gratuita e serve para a pessoa conhecer melhor como funciona o pole dance e o que vai ser ensinado nas aulas.

“Pra encantar essa cliente na primeira vez que ela vem, nós fazemos a aula do jeito que gostaríamos, caso fôssemos alunas. Somos nós três apaixonadas pelo pole dance e vamos motivando e cativando as alunas com essa paixão. Isso não é esforço nenhum, porque nós passamos o que sentimos”, acrescenta Juliana.

Apesar disso, Juliana revela que a taxa de retorno ainda não alcançou o que esperam as três empreendedoras. Para elas, um dos complicadores é o valor que o próprio pole dance exige, pois o custo de manutenção das barras e do local é elevado. Elas apostam nessa transparência e humanização durante o contato com os clientes como uma maneira de fidelizar os clientes.

“Geralmente a gente tem clientes que têm um bom poder aquisitivo ou meninas que deixaram tudo para priorizar o pole dance, como nós fizemos anos atrás. A gente tá bem feliz com o número de pessoas que estão fazendo as nossas aulas e esperamos que, até agosto, vamos chegar na nossa meta”, avalia Juliana.

Para o futuro do Jade Pole Studio, as três acreditam que a abertura de franquias em outras cidades é uma grande oportunidade. Como o pole dance não é tão difundido nos municípios fora do eixo de Porto Alegre, ao conhecer o pole dance, as pessoas se interessam, mas não têm onde praticar. Além disso, a ideia de criar um “pole café” também toma formas nos sonhos das sócias-proprietárias; a ideia seria colocar o café no andar de baixo e, no andar de cima, o estúdio de pole dance.

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