Cultura

Cursos técnicos ou superiores impulsionam a formação do artista

Professores e alunos falam do aprendizado das artes, caminho para o desenvolvimento do talento de quem se dedica a essa profissão

Muito antes de expor seu talento em museus, galerias ou até mesmo nas ruas, os artistas percorrem um longo caminho que poucos de seus apreciadores conhecem: o aprendizado das artes. No Brasil, existem mais de 60 cursos de graduação em artes, de todas as áreas que elas artes contemplam, segundo listagem do portal do Ministério da Educação. E também há incontáveis escolas de artes em todo o território nacional, onde milhares de pessoas procuram o estudo de técnicas para a expressão artística. 

 

Tais Fanfa, sem título, 2005.

 

Taís Fanfa, 30 anos, artista licenciada pela UFRGS e professora há seis anos, ressalta que há diferentes formações artísticas. “A formação é muito ampla, existem artistas que optam por pesquisa ou pelo lado mais acadêmico. Acho importante a formação, mas depende muito do que o artista vai trabalhar”, explica. Taís acredita que em determinados casos a técnica precisa ser aprendida. “Embora um artista queira desconstruir algo, ele tem que saber como se constrói. Precisa conhecer as bases”, aponta.

Do ponto de vista estético, cada artista tem a sua marca e estilo. O pincel marcado de Vincent Van Gogh, ou o geometrismo de Pablo Picasso e seu cubismo, por exemplo. E quando um artista começa o seu processo de evolução, o desenvolvimento de estilo, da marca, desabrocha. Ana Cláudia Gomes, 52 anos, formada em Artes Visuais pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, diz que a construção da marca de um artista é um processo muito intuitivo. “Algumas pessoas já têm desde o início um elemento que se torna muito pessoal em sua arte. Isso é uma descoberta muito íntima”, conta. Taís Fanfa acredita que esse processo deve acontecer naturalmente. “O aluno não é vazio. É importante deixar desenvolver a criatividade e, a partir disso, estabelecer um processo onde ele se sinta mais à vontade”, afirma.

 

Ivan Rocha, exercício de desenho. 2017.

 

A capacidade criativa de uma pessoa é fundamental para se tornar uma artista, mas não apenas isso. Ivan Rocha, 21 anos, quer ser mangaká (desenhista em japonês). Esse nome é dado aos desenhistas ou quadrinistas do estilo japonês, muito admirado por jovens influenciados por animes, desenhos animados japoneses . “Eu sempre gostei de mangás. Comecei imitando os desenhos já famosos e então criei os meus próprios. Procurei uma escola para melhorar as técnicas de desenho. Mesmo que eu saiba que desenho bem, sei que quanto mais eu souber, mais vou crescer como artista”, conta.

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