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CRÔNICA: Por que o Pilates vai ser sempre minha paixão

Infelizmente, tive que abandoná-lo mas, em breve, pretendo voltar

Quando eu era bem mais nova, com cerca de uns 12 anos, eu achava Pilates um exercício de “gente velha”. Com o tempo, fui mudando um pouco de ideia, principalmente por conta de problemas posturais que comecei a ter.

Mas foi por volta dos 16 anos que abandonei meus preconceitos e entrei para o Pilates, com dois objetivos bem claros: queria melhorar minha postura – e curar as dores nas costas – e tonificar minhas pernas.

Fazendo duas vezes por semana e realmente me esforçando para ver mudanças no meu corpo, descobri que, diferentemente da academia, por se tratar de aparelhos com mola e não pesos, os resultados demoram um pouco a vir, mas, em contrapartida, são muito mais duradouros.

Bastaram alguns meses para eu descobrir que as dores nas costas podiam desaparecer e que minhas pernas podiam ser fortificadas. Isso sem falar na infinidade de outros benefícios que essa prática me trouxe. Uma breve lista só para citar alguns:

Mais paciência e menos ansiedade e estresse;
Melhoria de concentração;
Correção de postura;
Maior energia;
Mais flexibilidade e força;
Melhor coordenação motora;
Fortalecimento dos músculos e abdômen;
Respiração mais acertada.

Isso tudo porque, mais do que trabalhar apenas o físico, o Pilates trabalha o mental. Com exercícios complexos e que exigem atenção, tudo precisa ser feito com cuidado e a respiração – inspirando pelo nariz e expirando pela boca – é de extrema importância.

(Foto: mitsy mcgoo)

(Foto: mitsy mcgoo)

Minha única decepção em relação ao Pilates foi o fato de eu ter sido obrigada a abandoná-lo. Por quê? Bom, conforme falei, eu tinha em torno de 16 anos e meu único compromisso era com a escola. Então, quando entrei na faculdade, enfrentei diversas mudanças – incluindo o início do estágio – e percebi que, naquele momento, eu estava sim ficando velha e começando a ter uma vida de adulta. E foi justamente nessa hora – quando eu ingressei em um universo repleto de responsabilidades – que tive que deixar minha paixão por essa prática de lado.

Se eu quero voltar? Sim, e muito. E por que eu não voltei? As únicas coisas que separam o meu amor pelo Pilates são “apenas” as seis disciplinas que curso, somadas às mais de 35 horas semanais de trabalho.

Mas essa atividade que me aguarde. Mais cedo ou mais tarde, estarei de volta.

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